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A poesia em tempo de pandemia (Manuel Alegre e Nuno Júdice)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:No contexto pandémico, o mundo da poesia e da literatura foi, também, apanhado de surpresa. Se noutros tempos, de outras guerras com inimigos visíveis, os poetas ergueram a sua espada e combateram o inimigo, desta vez o adversário era outro: um vírus invisível e silencioso. Em julho e novembro de 2020 Nuno Júdice e Manuel Alegre editaram, respetivamente, um livro de poesia - Regresso a Um Cenário Campestre e Quando. Dois autores que confluíram para um ponto comum: a pandemia. E se Júdice mantém características, traços da sua estética - os cenários outonais ou crepusculares - conjugando-os com a nova realidade, com um regresso campestre que se espera revigorante e promissor, Alegre não canta o seu “país de abril”, mas um país “cinzento”. As referências a grandes figuras literárias e/ou mitológicas dão continuidade a uma linha temática do autor e o modo como vê o mundo e o seu país revelam uma dimensão antiépica (de um eu angustiado perante um presente avassalador, embora convicto de que “a poesia é poder”).
Autores principais:Borges, Maria Teresa dos Santos
Assunto:Manuel Alegre Nuno Júdice Palavra Pandemia Poesia Pandemic Poetry Word Humanidades::Línguas e Literaturas
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:No contexto pandémico, o mundo da poesia e da literatura foi, também, apanhado de surpresa. Se noutros tempos, de outras guerras com inimigos visíveis, os poetas ergueram a sua espada e combateram o inimigo, desta vez o adversário era outro: um vírus invisível e silencioso. Em julho e novembro de 2020 Nuno Júdice e Manuel Alegre editaram, respetivamente, um livro de poesia - Regresso a Um Cenário Campestre e Quando. Dois autores que confluíram para um ponto comum: a pandemia. E se Júdice mantém características, traços da sua estética - os cenários outonais ou crepusculares - conjugando-os com a nova realidade, com um regresso campestre que se espera revigorante e promissor, Alegre não canta o seu “país de abril”, mas um país “cinzento”. As referências a grandes figuras literárias e/ou mitológicas dão continuidade a uma linha temática do autor e o modo como vê o mundo e o seu país revelam uma dimensão antiépica (de um eu angustiado perante um presente avassalador, embora convicto de que “a poesia é poder”).