Publicação
Sonhos imperialistas: reflexão sobre a cultura e a mitologia nazis
| Resumo: | Este projeto de investigação dedica-se ao estudo aprofundado da mitologia nazi como forma de implementação de uma ideologia capaz de convencer as massas de que o totalitarismo nazi seria uma espécie de salvação para a humanidade. Estamitologia nazi é como uma descrição da subcorrente quase religiosa do nazismo, combinado com as raízes do ocultismo, as suas origens escondidas nas tradições esotéricas da «ciência marginal», da teosofia e do nacionalismo místico. Os cultos que nasceramno regime como o culto do corpo e do sangue, a supremacia da raça ariana, a ideia de que o homem é capaz de se tornar num ser completo e até omnipresente, o culto pela cruz suástica e o seu simbolismo e o ódio e repressão contra os judeus fazem parte da criação de todo este misticismo que foi implementado na sociedade através de um grande “trunfo” que Hitler pensara e realizara: a propaganda. A propaganda foi um “meio” mais perspicaz de conseguir fazer chegar ao maior número de indivíduos a ideia de que o nazismo era a escolha e o caminho certos para a supremacia da raça ariana e a valorização do Homem como ser humano. Num estudo mais pormenorizado sobre a propaganda nazi, o cinema irá ser o ponto fulcral deste projeto de investigação como forma de propaganda – o modo como este foi adotado pelo regime, as principais ideias e mitologias inseridas neste meio artístico, as principais obras cinematográficas que relataram e marcaram a história nazi, e as principais personalidades que contribuíram para o crescimento e para a grandeza do regime. Josef Goebbels foi o principal “criador” da propaganda nazi, não obstante a Hitler, grande aficionado pela arte cinematográfica, impulsionador de grandes obras cinematográficas que vangloriavam o regime e que lançaram para o grande mundo cinematográfico dos anos trinta personalidades como Leni Riefenstahl. Riefenstahl, grande cineasta e atriz alemã, terá um papel importante neste projeto de investigação - toda a sua vida pessoal e profissional será estudada afincadamente como resposta a muitos dos mitos e rituais nazis que ainda hoje despertam curiosidade. Leni Riefenstahl criou grandes obras cinematográfica e em todas essas obras a mitologia nazi está exposta sobre diversos temas, como o culto do sangue, o culto do homem, a raça ariana como uma raça suprema, e tantos outros cultos religiosos que serão analisados para ajudar a compreender o que realmente foi o regime nazi instaurado por Adolf Hitler. |
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| Autores principais: | Peixoto, Beatriz Alcaide Gomes |
| Assunto: | Ciências Sociais::Sociologia |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Este projeto de investigação dedica-se ao estudo aprofundado da mitologia nazi como forma de implementação de uma ideologia capaz de convencer as massas de que o totalitarismo nazi seria uma espécie de salvação para a humanidade. Estamitologia nazi é como uma descrição da subcorrente quase religiosa do nazismo, combinado com as raízes do ocultismo, as suas origens escondidas nas tradições esotéricas da «ciência marginal», da teosofia e do nacionalismo místico. Os cultos que nasceramno regime como o culto do corpo e do sangue, a supremacia da raça ariana, a ideia de que o homem é capaz de se tornar num ser completo e até omnipresente, o culto pela cruz suástica e o seu simbolismo e o ódio e repressão contra os judeus fazem parte da criação de todo este misticismo que foi implementado na sociedade através de um grande “trunfo” que Hitler pensara e realizara: a propaganda. A propaganda foi um “meio” mais perspicaz de conseguir fazer chegar ao maior número de indivíduos a ideia de que o nazismo era a escolha e o caminho certos para a supremacia da raça ariana e a valorização do Homem como ser humano. Num estudo mais pormenorizado sobre a propaganda nazi, o cinema irá ser o ponto fulcral deste projeto de investigação como forma de propaganda – o modo como este foi adotado pelo regime, as principais ideias e mitologias inseridas neste meio artístico, as principais obras cinematográficas que relataram e marcaram a história nazi, e as principais personalidades que contribuíram para o crescimento e para a grandeza do regime. Josef Goebbels foi o principal “criador” da propaganda nazi, não obstante a Hitler, grande aficionado pela arte cinematográfica, impulsionador de grandes obras cinematográficas que vangloriavam o regime e que lançaram para o grande mundo cinematográfico dos anos trinta personalidades como Leni Riefenstahl. Riefenstahl, grande cineasta e atriz alemã, terá um papel importante neste projeto de investigação - toda a sua vida pessoal e profissional será estudada afincadamente como resposta a muitos dos mitos e rituais nazis que ainda hoje despertam curiosidade. Leni Riefenstahl criou grandes obras cinematográfica e em todas essas obras a mitologia nazi está exposta sobre diversos temas, como o culto do sangue, o culto do homem, a raça ariana como uma raça suprema, e tantos outros cultos religiosos que serão analisados para ajudar a compreender o que realmente foi o regime nazi instaurado por Adolf Hitler. |
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