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Osteoporose vs. doença de Alzheimer e Parkinson usando a tomografia computorizada quantitativa

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Resumo:A osteoporose é reconhecida como um dos maiores problemas de saúde pública devido à elevada taxa de morbilidade e mortalidade e aos custos associados com a descalcificação dos ossos, originando fraturas ósseas. É uma doença caracterizada por uma densidade mineral óssea diminuída e por uma microdeterioração do tecido ósseo que conduzem a um aumento da fragilidade óssea e a um consequente aumento do risco de fraturas. A doença de Alzheimer é a causa mais comum de demência. A doença de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que, lenta e progressivamente, destrói as células cerebrais. A morte dos neurónios leva a uma atrofia cerebral e provoca alterações na memória, no comportamento e na capacidade de pensar com clareza. A doença de Alzheimer pode ser caraterizada patologicamente pela presença de um grande número de placas -amilóide extracelulares e de emaranhados neurofibrilares intracelulares. A doença de Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais frequente em todo o mundo. Patologicamente, a doença de Parkinson carateriza-se pela degeneração dos neurónios dopaminérgicos da substância negra e pela presença de inclusões intraneuronais de corpos de Lewy. Clinicamente, esta doença caracteriza-se principalmente por movimentos lentos ou bradicinesia, tremores e rigidez muscular. Esta dissertação tem como principal objetivo estudar a relação existente entre duas doenças neurodegenerativas, a doença de Alzheimer e a doença de Parkinson, e a osteoporose. Inicialmente, é feita uma introdução teórica das três doenças e são expostas as possíveis relações entre essas doenças. Depois, recorrendo a exames DXA e QCT, é feita uma análise sobre o estado osteoporótico dos pacientes analisados. Os exames DXA foram anteriormente feitos pelos pacientes envolvidos, ao passo que os exames QCT foram realizados no sistema CT SOMATOM Esprit da Siemens da Universidade do Minho. Há muito que se sabe que a vitamina D desempenha um papel essencial na saúde do esqueleto humano, de tal modo que níveis muito baixos desta hormona podem conduzir à osteoporose. Tanto os pacientes com a doença de Alzheimer como os pacientes com a doença de Parkinson têm níveis reduzidos de vitamina D. Estudos recentes, sugerem que a vitamina D desempenha um papel importante na proteção e na manutenção da função cerebral. Assim, e sabendo que os pacientes com osteoporose apresentam, geralmente, um défice de vitamina D, a osteoporose pode ser considerada um sinal de alerta para a doença de Alzheimer e Parkinson, assim como a doença de Alzheimer e Parkinson para a osteoporose, uma vez que têm uma das causas comuns – níveis reduzidos de vitamina D. Por outro lado, constata-se também que os pacientes com a doença de Parkinson tendem a ter uma densidade mineral óssea reduzida, conduzindo à osteoporose, devido a uma mobilidade reduzida imposta por esta doença. Os pacientes com osteoporose e com a doença de Parkinson têm um risco elevado de fraturas ósseas. Estas fraturas são causadas por quedas devido ao desequilíbrio postural e comprometimento neurológico, resultante da doença de Parkinson, e pela massa óssea reduzida, resultante da osteoporose.
Autores principais:Rodrigues, José Artur Oliveira
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A osteoporose é reconhecida como um dos maiores problemas de saúde pública devido à elevada taxa de morbilidade e mortalidade e aos custos associados com a descalcificação dos ossos, originando fraturas ósseas. É uma doença caracterizada por uma densidade mineral óssea diminuída e por uma microdeterioração do tecido ósseo que conduzem a um aumento da fragilidade óssea e a um consequente aumento do risco de fraturas. A doença de Alzheimer é a causa mais comum de demência. A doença de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que, lenta e progressivamente, destrói as células cerebrais. A morte dos neurónios leva a uma atrofia cerebral e provoca alterações na memória, no comportamento e na capacidade de pensar com clareza. A doença de Alzheimer pode ser caraterizada patologicamente pela presença de um grande número de placas -amilóide extracelulares e de emaranhados neurofibrilares intracelulares. A doença de Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais frequente em todo o mundo. Patologicamente, a doença de Parkinson carateriza-se pela degeneração dos neurónios dopaminérgicos da substância negra e pela presença de inclusões intraneuronais de corpos de Lewy. Clinicamente, esta doença caracteriza-se principalmente por movimentos lentos ou bradicinesia, tremores e rigidez muscular. Esta dissertação tem como principal objetivo estudar a relação existente entre duas doenças neurodegenerativas, a doença de Alzheimer e a doença de Parkinson, e a osteoporose. Inicialmente, é feita uma introdução teórica das três doenças e são expostas as possíveis relações entre essas doenças. Depois, recorrendo a exames DXA e QCT, é feita uma análise sobre o estado osteoporótico dos pacientes analisados. Os exames DXA foram anteriormente feitos pelos pacientes envolvidos, ao passo que os exames QCT foram realizados no sistema CT SOMATOM Esprit da Siemens da Universidade do Minho. Há muito que se sabe que a vitamina D desempenha um papel essencial na saúde do esqueleto humano, de tal modo que níveis muito baixos desta hormona podem conduzir à osteoporose. Tanto os pacientes com a doença de Alzheimer como os pacientes com a doença de Parkinson têm níveis reduzidos de vitamina D. Estudos recentes, sugerem que a vitamina D desempenha um papel importante na proteção e na manutenção da função cerebral. Assim, e sabendo que os pacientes com osteoporose apresentam, geralmente, um défice de vitamina D, a osteoporose pode ser considerada um sinal de alerta para a doença de Alzheimer e Parkinson, assim como a doença de Alzheimer e Parkinson para a osteoporose, uma vez que têm uma das causas comuns – níveis reduzidos de vitamina D. Por outro lado, constata-se também que os pacientes com a doença de Parkinson tendem a ter uma densidade mineral óssea reduzida, conduzindo à osteoporose, devido a uma mobilidade reduzida imposta por esta doença. Os pacientes com osteoporose e com a doença de Parkinson têm um risco elevado de fraturas ósseas. Estas fraturas são causadas por quedas devido ao desequilíbrio postural e comprometimento neurológico, resultante da doença de Parkinson, e pela massa óssea reduzida, resultante da osteoporose.