Publicação
Micropropagação e avaliação da estabilidade genética da Tuberaria lignosa
| Resumo: | Entre as inúmeras espécies de plantas com reconhecidas propriedades biológicas, este trabalho incide na Tuberaria lignosa. Esta espécie da família Cistaceae encontra-se a Oeste e Sul da Europa, especialmente em regiões ocidentais da Península Ibérica. Na medicina tradicional as infusões ou decocções das plantas de T. lignosa podem ser preparadas com recurso a diferentes partes da planta que são utilizadas para o tratamento de várias doenças como distúrbios gastrointestinais, azia, gripe, feridas e infeções de pele devido às duas propriedades anti-inflamatórias e anti-infeciosas. Mais recentemente foi descoberto que esta planta também contém actividade antiviral e antiproliferativa causando uma redução no crescimento de várias linhas celulares tumorais provocando alterações no ciclo celular e induzindo a apoptose das células. Tendo em conta o interesse desta espécie, como possível fonte de compostos bioactivos naturais, a cultura de tecidos in vitro é assim uma alternativa promissora capaz de combinar a multiplicação e propagação de plantas, a elevada produção destes metabolitos, com a conservação e proteção de espécies ameaçadas. Assim, numa primeira parte, este trabalho tem como principal objectivo o estabelecimento de um protocolo de cultura in vitro da espécie Tuberaria lignosa, desde o seu estabelecimento in vitro até à aclimatização ex vitro das plantas resultantes da multiplicação. Posteriormente, compararam-se as plantas resultantes da propagação in vitro e as plantas que lhe deram origem, no que diz respeito à estabilidade genética e aos mecanismos antioxidantes. Com a realização deste trabalho foi possível estabelecer uma metodologia de cultura in vitro para T. lignosa com estabilidade genética e em que as plantas micropropagadas têm capacidade de desenvolver mecanismos antioxidantes, tanto de vias enzimáticas como não enzimáticas, durante a fase de aclimatização, o que é determinante para o desenvolvimento e sobrevivência destas plantas. |
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| Autores principais: | Rebelo, Daniela Cristina Cunha |
| Assunto: | Aclimatização Estabilidade genética Mecanismo antioxidante Micropropagação Tuberaria lignosa Acclimatization Antioxidant mechanism Genetic stability Micropropagation Ciências Naturais::Ciências Biológicas |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Entre as inúmeras espécies de plantas com reconhecidas propriedades biológicas, este trabalho incide na Tuberaria lignosa. Esta espécie da família Cistaceae encontra-se a Oeste e Sul da Europa, especialmente em regiões ocidentais da Península Ibérica. Na medicina tradicional as infusões ou decocções das plantas de T. lignosa podem ser preparadas com recurso a diferentes partes da planta que são utilizadas para o tratamento de várias doenças como distúrbios gastrointestinais, azia, gripe, feridas e infeções de pele devido às duas propriedades anti-inflamatórias e anti-infeciosas. Mais recentemente foi descoberto que esta planta também contém actividade antiviral e antiproliferativa causando uma redução no crescimento de várias linhas celulares tumorais provocando alterações no ciclo celular e induzindo a apoptose das células. Tendo em conta o interesse desta espécie, como possível fonte de compostos bioactivos naturais, a cultura de tecidos in vitro é assim uma alternativa promissora capaz de combinar a multiplicação e propagação de plantas, a elevada produção destes metabolitos, com a conservação e proteção de espécies ameaçadas. Assim, numa primeira parte, este trabalho tem como principal objectivo o estabelecimento de um protocolo de cultura in vitro da espécie Tuberaria lignosa, desde o seu estabelecimento in vitro até à aclimatização ex vitro das plantas resultantes da multiplicação. Posteriormente, compararam-se as plantas resultantes da propagação in vitro e as plantas que lhe deram origem, no que diz respeito à estabilidade genética e aos mecanismos antioxidantes. Com a realização deste trabalho foi possível estabelecer uma metodologia de cultura in vitro para T. lignosa com estabilidade genética e em que as plantas micropropagadas têm capacidade de desenvolver mecanismos antioxidantes, tanto de vias enzimáticas como não enzimáticas, durante a fase de aclimatização, o que é determinante para o desenvolvimento e sobrevivência destas plantas. |
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