Publicação
Desenvolvimento de fibras de base polipropileno com maior afinidade tintorial
| Resumo: | Na época atual, a aplicação do polipropileno na Indústria têxtil encontra-se limitada pela impossibilidade de ser tingido pelos métodos convencionais de tingimento devido à sua pouca solubilidade, ao seu caráter parafínico e não polaridade. Desse modo, a inclusão de compostos biodegradáveis, de baixo custo, biocompatíveis e de baixa toxicidade, como a celulose, pode reunir as caraterísticas necessárias para a realização do tingimento tradicional e aumentar a afinidade do polipropileno para com os corantes reativos. Portanto, o objetivo principal desta dissertação foi o desenvolvimento de fibras de base polipropileno com maior afinidade tintorial. Para o concretizar, inicialmente caraterizaram-se as amostras de celulose tanto ao nível do tamanho como termicamente e selecionou-se, com base no tingimento com corantes reativos e dispersos da celulose e do polipropileno, as duas melhores amostras de celulose (UFC 100 e FD600/30) e os dois melhores corantes (Remazol Azul Turquesa G e Dianix Laranja K-3G) que reuniam os atributos essenciais para os tingimentos futuros. Em seguida, formularam-se vários compostos de polipropileno aditivados com UFC 100 (a 15 % e a 7,5 % em massa) e FD600/30 (a 15 % e a 7,5 % em massa) por extrusão por composição que posteriormente foram caraterizados termicamente e tingidos com ambos os corantes. Após estes estudos, desenvolveram-se as fibras mono-componente por fiação por fusão com os compostos de polipropileno aditivados com 7,5 % em massa de celulose (UFC 100 e FD600/30), onde verificou-se que a celulose comprometeu a estabilidade do processo, afetando as propriedades mecânicas das fibras. Esta observação foi atestada pelas análises da secção transversal e longitudinal das fibras por microscopia ótica e pelos ensaios mecânicos, onde se obteve valores de tenacidade entre (0,27±0,04) cN dtex−1e os (0,82±0,05) cN dtex−1 e de alongamento entre (81±45) % e os (683±189) %, concluindo na impossibilidade de produção de estruturas têxteis. No entanto, as meadas desenvolvidas nos ensaios mecânicos possibilitaram a realização do tingimento das fibras e avaliar a solidez da sua cor por ensaios de solidez de cor à lavagem e à luz. Assim, averiguou-se que as fibras tingidas com corantes reativos apresentavam pouca solidez da cor às lavagens face às tingidas com corantes dispersos. Por outro lado, o desvanecimento da sua cor à luz solar demonstrou ser inferior em relação às fibras tingidas com corantes dispersos. Também se verificou que as fibras aditivadas foram mais resistentes à lavagem e à luz solar que a fibra apenas constituída pelo polipropileno e entre estas fibras, as que apresentaram os melhores resultados foram as aditivadas com a UFC 100. |
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| Autores principais: | Silva, Marta Denise Vieira da |
| Assunto: | Polipropileno Celulose Tingimento Corantes reativos Corantes dispersos Polypropylene Cellulose Dyed Reactive dyes Disperse dyes |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Na época atual, a aplicação do polipropileno na Indústria têxtil encontra-se limitada pela impossibilidade de ser tingido pelos métodos convencionais de tingimento devido à sua pouca solubilidade, ao seu caráter parafínico e não polaridade. Desse modo, a inclusão de compostos biodegradáveis, de baixo custo, biocompatíveis e de baixa toxicidade, como a celulose, pode reunir as caraterísticas necessárias para a realização do tingimento tradicional e aumentar a afinidade do polipropileno para com os corantes reativos. Portanto, o objetivo principal desta dissertação foi o desenvolvimento de fibras de base polipropileno com maior afinidade tintorial. Para o concretizar, inicialmente caraterizaram-se as amostras de celulose tanto ao nível do tamanho como termicamente e selecionou-se, com base no tingimento com corantes reativos e dispersos da celulose e do polipropileno, as duas melhores amostras de celulose (UFC 100 e FD600/30) e os dois melhores corantes (Remazol Azul Turquesa G e Dianix Laranja K-3G) que reuniam os atributos essenciais para os tingimentos futuros. Em seguida, formularam-se vários compostos de polipropileno aditivados com UFC 100 (a 15 % e a 7,5 % em massa) e FD600/30 (a 15 % e a 7,5 % em massa) por extrusão por composição que posteriormente foram caraterizados termicamente e tingidos com ambos os corantes. Após estes estudos, desenvolveram-se as fibras mono-componente por fiação por fusão com os compostos de polipropileno aditivados com 7,5 % em massa de celulose (UFC 100 e FD600/30), onde verificou-se que a celulose comprometeu a estabilidade do processo, afetando as propriedades mecânicas das fibras. Esta observação foi atestada pelas análises da secção transversal e longitudinal das fibras por microscopia ótica e pelos ensaios mecânicos, onde se obteve valores de tenacidade entre (0,27±0,04) cN dtex−1e os (0,82±0,05) cN dtex−1 e de alongamento entre (81±45) % e os (683±189) %, concluindo na impossibilidade de produção de estruturas têxteis. No entanto, as meadas desenvolvidas nos ensaios mecânicos possibilitaram a realização do tingimento das fibras e avaliar a solidez da sua cor por ensaios de solidez de cor à lavagem e à luz. Assim, averiguou-se que as fibras tingidas com corantes reativos apresentavam pouca solidez da cor às lavagens face às tingidas com corantes dispersos. Por outro lado, o desvanecimento da sua cor à luz solar demonstrou ser inferior em relação às fibras tingidas com corantes dispersos. Também se verificou que as fibras aditivadas foram mais resistentes à lavagem e à luz solar que a fibra apenas constituída pelo polipropileno e entre estas fibras, as que apresentaram os melhores resultados foram as aditivadas com a UFC 100. |
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