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Ensino híbrido em tempo de pandemia: dilema ou oportunidade?

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Para muitos professores haverá muitas semelhanças entre planear uma disciplina no modelo híbrido ou modelo presencial. As modalidades de comunicação com o aluno podem mudar para acomodar a tecnologia, mas ajudar o aluno a aprender continuará aser acomponente fundamental. No entanto, em termos de paradigma existemespe- cificidades próprias dos modelos híbridos, devido à forma como a tecnologia muda a pedagogia para um ensino centrado na atividade do aluno. Assim, o modelo híbrido obriga a que os professores planeiem as disciplinas de forma atempada e rigorosa, pois é preciso que ajudem o aluno a aprender autonomamente, enquanto interage com os recursos digitais e colabora com os colegas. Portanto, o papel do professor é mais exi- gente quando usamodelos híbridos. Pela forma como planeia as atividades, o professor é oresponsável por criar as oportunidades que promovam a aprendizagem autónoma, personalizada e colaborativa doaluno. Este aspeto é decisivo, pois o aluno, apesar de reconhecer as vantagens da tecnologia e da autonomia na sua aprendizagem, pode não estar completamente preparado para assumir o onus da sua aprendizagem. s t acontece porque um ensino centrado na atividade do aluno é mais exigente do que c convencional presencial. Esta constatação é um dilema que a pandemiado COVID-19 veio confirmar, mas que parece ser uma oportunidade no período Pós-COVID. Opresente capítulo faz a apologia do ensino híbrido no atual contexto pandémico, apresentando os seus fundamentos e vantagens educativas. Por outro lado, sublinha a renovação das funções do professor e do aluno, bem como a mudança dos princípios pedagógicos inerentes aos processosde ensino e de aprendizagem no modelo híbrido.
Autores principais:Bento, Marco
Outros Autores:Lencastre, José Alberto
Assunto:Ensino híbrido Pandemiado COVID-19
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Para muitos professores haverá muitas semelhanças entre planear uma disciplina no modelo híbrido ou modelo presencial. As modalidades de comunicação com o aluno podem mudar para acomodar a tecnologia, mas ajudar o aluno a aprender continuará aser acomponente fundamental. No entanto, em termos de paradigma existemespe- cificidades próprias dos modelos híbridos, devido à forma como a tecnologia muda a pedagogia para um ensino centrado na atividade do aluno. Assim, o modelo híbrido obriga a que os professores planeiem as disciplinas de forma atempada e rigorosa, pois é preciso que ajudem o aluno a aprender autonomamente, enquanto interage com os recursos digitais e colabora com os colegas. Portanto, o papel do professor é mais exi- gente quando usamodelos híbridos. Pela forma como planeia as atividades, o professor é oresponsável por criar as oportunidades que promovam a aprendizagem autónoma, personalizada e colaborativa doaluno. Este aspeto é decisivo, pois o aluno, apesar de reconhecer as vantagens da tecnologia e da autonomia na sua aprendizagem, pode não estar completamente preparado para assumir o onus da sua aprendizagem. s t acontece porque um ensino centrado na atividade do aluno é mais exigente do que c convencional presencial. Esta constatação é um dilema que a pandemiado COVID-19 veio confirmar, mas que parece ser uma oportunidade no período Pós-COVID. Opresente capítulo faz a apologia do ensino híbrido no atual contexto pandémico, apresentando os seus fundamentos e vantagens educativas. Por outro lado, sublinha a renovação das funções do professor e do aluno, bem como a mudança dos princípios pedagógicos inerentes aos processosde ensino e de aprendizagem no modelo híbrido.