Publicação
A universidade e a formação de professores
| Resumo: | Este artigo analisa as reformas educativas em curso nas últimas décadas, particularmente no contexto de Portugal, e como estas reformas têm impactado a formação de professores e o ambiente educacional. Desde os anos 80, o ambiente de constante mudança e reformas, impulsionado por valores neoliberais e gerencialistas, tem gerado uma "azáfama de mudança", que, em vez de promover uma reflexão profunda e a busca por alternativas à escola tradicional, tem alimentado uma mentalidade de sobrevivência entre os professores. O foco excessivo na gestão e na eficiência, com pouca atenção à reflexão pedagógica, tem levado a uma institucionalização de práticas superficiais, mais voltadas para a aparência do que para a melhoria real dos processos educativos. As reformas educativas têm sido centradas em temas como autonomia escolar, gestão local e reorganização curricular, mas frequentemente essas mudanças são vistas como externas aos professores, que se tornam meros receptores das mudanças, em vez de agentes ativos nelas. As universidades, responsáveis pela formação dos professores, também têm sido críticas nesse processo. Embora a formação de professores tenha sido profissionalizada e universitarizada, muitos programas de formação acabam sendo desconectados das necessidades concretas das escolas e professores, criando uma desconexão entre teoria e prática. O artigo sugere que as universidades devem adotar uma postura crítica em relação às suas próprias práticas e promover um pensamento reflexivo nos professores, não apenas em relação às mudanças externas, mas também sobre a sua própria prática profissional e a relação com a comunidade educacional. |
|---|---|
| Autores principais: | Ferreira, Fernando Ilídio |
| Assunto: | Reformas educativas Gerencialismo neoliberal Formação de professores Universidade e prática educacional Ciências Sociais::Ciências da Educação Educação de qualidade |
| Ano: | 2003 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Este artigo analisa as reformas educativas em curso nas últimas décadas, particularmente no contexto de Portugal, e como estas reformas têm impactado a formação de professores e o ambiente educacional. Desde os anos 80, o ambiente de constante mudança e reformas, impulsionado por valores neoliberais e gerencialistas, tem gerado uma "azáfama de mudança", que, em vez de promover uma reflexão profunda e a busca por alternativas à escola tradicional, tem alimentado uma mentalidade de sobrevivência entre os professores. O foco excessivo na gestão e na eficiência, com pouca atenção à reflexão pedagógica, tem levado a uma institucionalização de práticas superficiais, mais voltadas para a aparência do que para a melhoria real dos processos educativos. As reformas educativas têm sido centradas em temas como autonomia escolar, gestão local e reorganização curricular, mas frequentemente essas mudanças são vistas como externas aos professores, que se tornam meros receptores das mudanças, em vez de agentes ativos nelas. As universidades, responsáveis pela formação dos professores, também têm sido críticas nesse processo. Embora a formação de professores tenha sido profissionalizada e universitarizada, muitos programas de formação acabam sendo desconectados das necessidades concretas das escolas e professores, criando uma desconexão entre teoria e prática. O artigo sugere que as universidades devem adotar uma postura crítica em relação às suas próprias práticas e promover um pensamento reflexivo nos professores, não apenas em relação às mudanças externas, mas também sobre a sua própria prática profissional e a relação com a comunidade educacional. |
|---|