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A revogação dos direitos das mulheres no segundo governo Talibã no Afeganistão

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Desde o seu retorno ao governo do Afeganistão, os Talibãs conseguiram repor as suas ideologias e regras nas mulheres afegãs, não apenas voltando ao mesmo quotidiano de duas décadas atrás, de volta ao seu primeiro governo, como novas leis extremistas foram adicionadas, apagando progressivamente todas as identidades e oportunidades destas mulheres. Apesar dos conflitos e da instabilidade crônica no território, as mulheres tinham permissão para realizar desejos pessoais, como decidir sobre a sua educação, carreira e projetos de vida. Os Talibãs revogaram esses direitos, excluindo as mulheres do acesso à educação, ao mercado de trabalho e aos espaços públicos, impondo leis no seu vestuário, prendendo-as em suas casas e apagando as suas vozes. Partindo desta realidade, o estudo explora as consequências das leis impostas pelo governo Talibã após o seu regresso em 2021, aquando da retirada das tropas americanas, revogando os direitos das mulheres, analisando o seu impacto. O meu principal objetivo é obter de uma resposta à questão de investigação: “Como os direitos revogados às mulheres durante o segundo governo Talibã afetaram a sua participação na sociedade e quais as consequências deste retrocesso?”, explorando o tema até à atualidade. Utilizando as teorias feministas das Relações Internacionais, este estudo examinara as implicações da supressão dos direitos das mulheres, considerando como esta revogação molda a estrutura social e política do Afeganistão, agravando severamente a desigualdade de género e o desenvolvimento socioeconómico do país. Através de uma metodologia qualitativa, pretende-se a utilização de documentos, entrevistas, artigos, etc. de forma a obter um melhor entendimento das experiências das mulheres afegãs sob este regime conservador, assim como as repercussões desta perda de direitos.
Autores principais:Silva, Nádia Margarida Lopes
Assunto:Direitos das Mulheres Afeganistão Talibã Feminismo Retrocesso Women's rights Afghanistan Taliban Feminism Backlash
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Desde o seu retorno ao governo do Afeganistão, os Talibãs conseguiram repor as suas ideologias e regras nas mulheres afegãs, não apenas voltando ao mesmo quotidiano de duas décadas atrás, de volta ao seu primeiro governo, como novas leis extremistas foram adicionadas, apagando progressivamente todas as identidades e oportunidades destas mulheres. Apesar dos conflitos e da instabilidade crônica no território, as mulheres tinham permissão para realizar desejos pessoais, como decidir sobre a sua educação, carreira e projetos de vida. Os Talibãs revogaram esses direitos, excluindo as mulheres do acesso à educação, ao mercado de trabalho e aos espaços públicos, impondo leis no seu vestuário, prendendo-as em suas casas e apagando as suas vozes. Partindo desta realidade, o estudo explora as consequências das leis impostas pelo governo Talibã após o seu regresso em 2021, aquando da retirada das tropas americanas, revogando os direitos das mulheres, analisando o seu impacto. O meu principal objetivo é obter de uma resposta à questão de investigação: “Como os direitos revogados às mulheres durante o segundo governo Talibã afetaram a sua participação na sociedade e quais as consequências deste retrocesso?”, explorando o tema até à atualidade. Utilizando as teorias feministas das Relações Internacionais, este estudo examinara as implicações da supressão dos direitos das mulheres, considerando como esta revogação molda a estrutura social e política do Afeganistão, agravando severamente a desigualdade de género e o desenvolvimento socioeconómico do país. Através de uma metodologia qualitativa, pretende-se a utilização de documentos, entrevistas, artigos, etc. de forma a obter um melhor entendimento das experiências das mulheres afegãs sob este regime conservador, assim como as repercussões desta perda de direitos.