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Práticas educativas na educação pré-escolar: o que falam as crianças?

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente trabalho apresentado é uma pesquisa realizada com um grupo de 24 crianças, com idades compreendidas entre os quatro e cinco de idade que frequentam uma sala de jardim-de-infância do distrito de Braga. O estudo tem como referencial teórico a Pedagogia da Infância, os pontos de vista pósmodernos sobre a infância e as crianças, o movimento dos Direitos da Criança e o corpus da Sociologia da Infância que dá conta da urgência de trabalhos que privilegiem o ponto de vista das crianças. Em Portugal, em 1997, foram publicadas as Orientações Curriculares para a Educação Pré-escolar (Ministério da Educação, 1997) e em 2010 assiste-se a publicação das Metas de Aprendizagem para a Educação Pré-Escolar (Ministério da Educação, 2010) com claras tomadas de posição sobre as práticas pedagógicas em contextos de Jardim-de- Infância. Este estudo pretende compreender o que pensam, o que sentem, e de que falam as crianças de Educação Pré-escolar, principalmente, sobre as práticas educativas em Educação Pré-escolar. Deste modo, recorremos predominantemente ao uso de metodologias de investigação participativas que assumem as crianças como competentes para advogarem em relação à realidade que as envolve. O estudo aponta o brincar como a atividade mais importante para a criança, na rotina da sala de Educação Pré-escolar. Neste sentido apontamos para a necessidade de ampliar o debate sobre o brincar na Educação Pré-Escolar de forma a atender o pedido e o desejo de meninos e meninas de quatro e cinco anos. Os resultados mostram que a organização do espaço e a rotina da sala de Educação Pré- Escolar são feitas e controladas por adultos, o que pode limitar a livre iniciativa das crianças. Então, é preciso encontrar caminhos nos espaços-tempos na Educação de Infância que favoreçam a construção de espaços democráticos, para que as crianças possam se expressar e que suas vozes sejam ouvidas no seu processo de aprendizagem, de modo a influenciarem a forma como os educadores de infância organizam os espaços-tempos educativos no jardim-de-infância.
Autores principais:Ascensão, Eunice Teresa Pestana
Assunto:Crianças Cidadania Culturas infantis Educação pré-escolar Pedagogias participativas Children Citizenship Children’s cultures Preschool education Participatory pedagogy
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O presente trabalho apresentado é uma pesquisa realizada com um grupo de 24 crianças, com idades compreendidas entre os quatro e cinco de idade que frequentam uma sala de jardim-de-infância do distrito de Braga. O estudo tem como referencial teórico a Pedagogia da Infância, os pontos de vista pósmodernos sobre a infância e as crianças, o movimento dos Direitos da Criança e o corpus da Sociologia da Infância que dá conta da urgência de trabalhos que privilegiem o ponto de vista das crianças. Em Portugal, em 1997, foram publicadas as Orientações Curriculares para a Educação Pré-escolar (Ministério da Educação, 1997) e em 2010 assiste-se a publicação das Metas de Aprendizagem para a Educação Pré-Escolar (Ministério da Educação, 2010) com claras tomadas de posição sobre as práticas pedagógicas em contextos de Jardim-de- Infância. Este estudo pretende compreender o que pensam, o que sentem, e de que falam as crianças de Educação Pré-escolar, principalmente, sobre as práticas educativas em Educação Pré-escolar. Deste modo, recorremos predominantemente ao uso de metodologias de investigação participativas que assumem as crianças como competentes para advogarem em relação à realidade que as envolve. O estudo aponta o brincar como a atividade mais importante para a criança, na rotina da sala de Educação Pré-escolar. Neste sentido apontamos para a necessidade de ampliar o debate sobre o brincar na Educação Pré-Escolar de forma a atender o pedido e o desejo de meninos e meninas de quatro e cinco anos. Os resultados mostram que a organização do espaço e a rotina da sala de Educação Pré- Escolar são feitas e controladas por adultos, o que pode limitar a livre iniciativa das crianças. Então, é preciso encontrar caminhos nos espaços-tempos na Educação de Infância que favoreçam a construção de espaços democráticos, para que as crianças possam se expressar e que suas vozes sejam ouvidas no seu processo de aprendizagem, de modo a influenciarem a forma como os educadores de infância organizam os espaços-tempos educativos no jardim-de-infância.