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O multilateralismo à prova da crise COVID-19: o caso dos Estados Unidos da América e da Organização Mundial da Saúde

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este trabalho analisa a posição e as políticas dos Estados Unidos da América (EUA) no seio da Organização Mundial de Saúde (OMS), no contexto da crise sanitária originada pela COVID-19, que afetou toda a população mundial entre o ano de 2020 e 2022. Este foi um acontecimento marcante de forma sistémica, não só para os Estados, como também para as organizações internacionais, e em especial para a OMS, que desempenhou um papel fundamental na comunidade internacional como principal gestor da crise pandémica. Neste contexto, o papel do multilateralismo foi essencial, permitindo a concretização de esforços globais coordenados para combater o vírus, por meio de partilha de informações, recursos e conhecimentos especializados para o desenvolvimento de vacinas e tratamentos. Apesar de esta se ter revelado uma situação crítica em vários domínios –saúde, política, economia, etc. – os Estados Unidos, que se haviam retirado da OMS sob a alçada da administração Trump, surgiram como um grande opositor da cooperação multilateral internacional e um dos principais céticos acerca da seriedade da situação. Em Novembro de 2020, Joe Biden é eleito como novo presidente dos Estados Unidos e toda a narrativa relativamente à defesa dos princípios cooperativos e multilateralistas se altera. O objetivo do presente trabalho de investigação é elucidar a evolução do papel dos Estados Unidos na resposta multilateral à COVID-19 no âmbito da OMS, comparando as administrações Trump e Biden de dezembro de 2019 a março de 2021. A pergunta que este estudo propõe responder é a seguinte: Qual foi o papel dos Estados Unidos da América no reforço da resposta multilateral à COVID-19 no quadro da OMS?
Autores principais:Mota, Bárbara Alice Freitas da
Assunto:Multilateralismo Cooperação internacional Governação global COVID-19 Organização Mundial de Saúde Estados Unidos da América Multilateralism International cooperation Global governance World Health Organization United States of America
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Este trabalho analisa a posição e as políticas dos Estados Unidos da América (EUA) no seio da Organização Mundial de Saúde (OMS), no contexto da crise sanitária originada pela COVID-19, que afetou toda a população mundial entre o ano de 2020 e 2022. Este foi um acontecimento marcante de forma sistémica, não só para os Estados, como também para as organizações internacionais, e em especial para a OMS, que desempenhou um papel fundamental na comunidade internacional como principal gestor da crise pandémica. Neste contexto, o papel do multilateralismo foi essencial, permitindo a concretização de esforços globais coordenados para combater o vírus, por meio de partilha de informações, recursos e conhecimentos especializados para o desenvolvimento de vacinas e tratamentos. Apesar de esta se ter revelado uma situação crítica em vários domínios –saúde, política, economia, etc. – os Estados Unidos, que se haviam retirado da OMS sob a alçada da administração Trump, surgiram como um grande opositor da cooperação multilateral internacional e um dos principais céticos acerca da seriedade da situação. Em Novembro de 2020, Joe Biden é eleito como novo presidente dos Estados Unidos e toda a narrativa relativamente à defesa dos princípios cooperativos e multilateralistas se altera. O objetivo do presente trabalho de investigação é elucidar a evolução do papel dos Estados Unidos na resposta multilateral à COVID-19 no âmbito da OMS, comparando as administrações Trump e Biden de dezembro de 2019 a março de 2021. A pergunta que este estudo propõe responder é a seguinte: Qual foi o papel dos Estados Unidos da América no reforço da resposta multilateral à COVID-19 no quadro da OMS?