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Sobre a perda de ímpeto no processo de convergência da economia portuguesa: uma abordagem dogmática

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Neste artigo, argumenta-se que a recente perda de ímpeto em matéria de convergência é consistente com a interpretação neo-clássica, segundo a qual os países crescerão tão mais devagar quanto mais próximos estiverem do seu equilíbrio de longo prazo. Com base num exercício simples de “contabilidade de níveis”, argumenta-se que o movimento de convergência iniciado na segunda metade do século passado terá sido essencialmente induzido por um aumento da produtividade total dos factores (TFP) nas décadas de 60 e 70. Os mesmos resultados sugerem também que, nas duas décadas seguintes, não se terão verificado novos movimentos de convergência em termos de produtividade total. Pelo contrário, a evidência apresentada sugere que o movimento de convergência registado das últimas duas décadas do século XX não foi mais do que a tradução do processo de ajustamento da economia ao impulso inicial na produtividade. O facto de não se ter verificado um novo impulso de convergência após a adesão à CEE constitui um puzzle e merece reflexão.
Autores principais:Freitas, Miguel Lebre de
Assunto:O: Economic Development, Innovation, Technological Change, and Growth::O4: Economic Growth and Aggregate Productivity::O47: Empirical Studies of Economic Growth • Aggregate Productivity • Cross-Country Output Convergence O: Economic Development, Innovation, Technological Change, and Growth::O5: Economywide Country Studies::O57: Comparative Studies of Countries F: International Economics::F4: Macroeconomic Aspects of International Trade and Finance::F43: Economic Growth of Open Economies
Ano:2006
País:Portugal
Tipo de documento:working paper
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Neste artigo, argumenta-se que a recente perda de ímpeto em matéria de convergência é consistente com a interpretação neo-clássica, segundo a qual os países crescerão tão mais devagar quanto mais próximos estiverem do seu equilíbrio de longo prazo. Com base num exercício simples de “contabilidade de níveis”, argumenta-se que o movimento de convergência iniciado na segunda metade do século passado terá sido essencialmente induzido por um aumento da produtividade total dos factores (TFP) nas décadas de 60 e 70. Os mesmos resultados sugerem também que, nas duas décadas seguintes, não se terão verificado novos movimentos de convergência em termos de produtividade total. Pelo contrário, a evidência apresentada sugere que o movimento de convergência registado das últimas duas décadas do século XX não foi mais do que a tradução do processo de ajustamento da economia ao impulso inicial na produtividade. O facto de não se ter verificado um novo impulso de convergência após a adesão à CEE constitui um puzzle e merece reflexão.