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Ser mulher : estudar, trabalhar e ter um vida familiar - será possível?

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Nos dias de hoje e com o papel cada vez mais activo que a mulher ocupa na sociedade ocidental, um dos maiores desafios que se colocam às mulheres que tem como objectivo fazer uma carreira é a conciliação da vida pessoal e familiar com a vida profissional. A presente dissertação teve como principal objectivo perceber as percepções de três grupos distintos de mulheres relativamente à facilidade ou dificuldade com que antecipam ou vivenciam a conciliação da vida familiar com a vida profissional. Participaram neste estudo 13 mulheres, distribuídas por quatro grupos distintos, respectivamente: adolescentes a frequentar o Ensino Secundário; jovens estudantes do Ensino Superior; profissionais com menos de 30 anos de idade; e profissionais com mais de 40 anos de idade. O instrumento utilizado foi a entrevista semi-estruturada, previamente construída. A análise dos resultados e a discussão dos mesmos foram realizadas sob os princípios da análise temática (Braun & Clarke, 2006). Obtivemos 4 temas distintos, respectivamente: (1) reconhecimento das dificuldades de ser mulher; (2) pouca reflexão acerca do CTF; (3) valorização da vida familiar; e (4) valorização da vida profissional. Dentro destes grandes temas, encontramos ainda 9 sub-temas, que permitiram a compreensão e integração dos dados nos temas principais. Os resultados e respectiva discussão, apontam para uma diversidade de discursos, pautados pelas dificuldades de ser mulher, mãe e ter uma vida profissional. A dificuldade das mulheres em ascender na hierarquia em comparação com os homens, são também reconhecidas e visíveis nos diferentes discursos. Por fim, importa salientar que a maioria das mulheres contribui para a manutenção dos estereótipos de género e do desempenho dos papéis sociais tradicionalmente associados a cada sexo. Neste sentido, a mudança só será conseguida através da consciencialização de mulheres, homens, crianças, adolescentes, organizações e organismos do estado. É portanto, sob esta população que devemos fazer investimentos futuros no sentido da igualdade de géneros e de uma forma mais abrangente, para caminharmos na direcção da justiça social.
Autores principais:Silva, Sofia Salomé Tavares da Rocha e
Assunto:Conflito família-trabalho Mulheres Mulheres nas engenharias Work-family conflict Women Women in engineering
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Nos dias de hoje e com o papel cada vez mais activo que a mulher ocupa na sociedade ocidental, um dos maiores desafios que se colocam às mulheres que tem como objectivo fazer uma carreira é a conciliação da vida pessoal e familiar com a vida profissional. A presente dissertação teve como principal objectivo perceber as percepções de três grupos distintos de mulheres relativamente à facilidade ou dificuldade com que antecipam ou vivenciam a conciliação da vida familiar com a vida profissional. Participaram neste estudo 13 mulheres, distribuídas por quatro grupos distintos, respectivamente: adolescentes a frequentar o Ensino Secundário; jovens estudantes do Ensino Superior; profissionais com menos de 30 anos de idade; e profissionais com mais de 40 anos de idade. O instrumento utilizado foi a entrevista semi-estruturada, previamente construída. A análise dos resultados e a discussão dos mesmos foram realizadas sob os princípios da análise temática (Braun & Clarke, 2006). Obtivemos 4 temas distintos, respectivamente: (1) reconhecimento das dificuldades de ser mulher; (2) pouca reflexão acerca do CTF; (3) valorização da vida familiar; e (4) valorização da vida profissional. Dentro destes grandes temas, encontramos ainda 9 sub-temas, que permitiram a compreensão e integração dos dados nos temas principais. Os resultados e respectiva discussão, apontam para uma diversidade de discursos, pautados pelas dificuldades de ser mulher, mãe e ter uma vida profissional. A dificuldade das mulheres em ascender na hierarquia em comparação com os homens, são também reconhecidas e visíveis nos diferentes discursos. Por fim, importa salientar que a maioria das mulheres contribui para a manutenção dos estereótipos de género e do desempenho dos papéis sociais tradicionalmente associados a cada sexo. Neste sentido, a mudança só será conseguida através da consciencialização de mulheres, homens, crianças, adolescentes, organizações e organismos do estado. É portanto, sob esta população que devemos fazer investimentos futuros no sentido da igualdade de géneros e de uma forma mais abrangente, para caminharmos na direcção da justiça social.