Publicação
Can prebiotics reverse dysbiosis in obesity through microbiota-brain axis modulation?
| Resumo: | A obesidade é uma condição de saúde global que afeta o bem-estar físico e psicológico dos indivíduos. Pesquisas sugerem que a composição e a diversidade da microbiota intestinal podem influenciar o desenvolvimento da obesidade. Neste contexto, os prebióticos surgem como uma potencial estratégia para modular esta microbiota, o que pode ter efeitos benéficos no metabolismo e saúde geral. Além disso, estudos ressaltam a importância do eixo microbiota-cérebro na regulação dos processos metabólicos e controlo do apetite, sugerindo que a modulação da microbiota intestinal pode influenciar a função cerebral e o comportamento relacionado com a ingestão e o metabolismo energético. Este projeto tem como objetivo avaliar a capacidade da inulina em reverter a disbiose intestinal na obesidade e determinar o seu impacto no eixo microbiota-cérebro em participantes com obesidade e comportamentos alimentares compulsivos. Um ensaio clínico randomizado de 3 meses foi conduzido com quatro participantes que ingeriram 16g/dia de inulina nativa ou maltodextrina. Medidas antropométricas, como Índice de Massa Corporal (IMC) e peso corporal, foram registadas. Alterações na composição e diversidade da microbiota fecal foram examinadas através da técnica metagenômica 16S. A microbiota fecal dos participantes foi utilizada para realizar fermentações in vitro com o prebiótico, analisando-se a composição e diversidade da microbiota e os metabolitos gerados (Ácidos Gordos de Cadeia Curta - AGCC), através de HPLC. Os participantes também responderam aos questionários LOCES e Rep(eat) para avaliar o seu comportamento alimentar. A suplementação com prebiótico não resultou em diferenças significativas no peso, IMC, diversidade alfa e beta dos participantes. Contudo, foram observadas mudanças na composição da microbiota, com aumento de Bifidobacterium e diminuição de Bacteroidota, tanto in vitro como in vivo. Observou-se também um aumento de Firmicutes e Ruminococcus in vivo, e enriquecimento de Ligilactobacillus e Enterococcus in vitro. A produção total de AGCC, acetato e ácido láctico foi favorecida com o prebiótico. Além disso, foram observadas tendências de efeitos positivos na modulação do comportamento alimentar após a suplementação com prebiótico. |
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| Autores principais: | Pereira, Catarina Rodrigues |
| Assunto: | Microbiota intestinal Obesidade Prebióticos SCFA Eixo microbiota-intestino Intestinal microbiota Obesity Prebiotics Microbiota-brain axis |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A obesidade é uma condição de saúde global que afeta o bem-estar físico e psicológico dos indivíduos. Pesquisas sugerem que a composição e a diversidade da microbiota intestinal podem influenciar o desenvolvimento da obesidade. Neste contexto, os prebióticos surgem como uma potencial estratégia para modular esta microbiota, o que pode ter efeitos benéficos no metabolismo e saúde geral. Além disso, estudos ressaltam a importância do eixo microbiota-cérebro na regulação dos processos metabólicos e controlo do apetite, sugerindo que a modulação da microbiota intestinal pode influenciar a função cerebral e o comportamento relacionado com a ingestão e o metabolismo energético. Este projeto tem como objetivo avaliar a capacidade da inulina em reverter a disbiose intestinal na obesidade e determinar o seu impacto no eixo microbiota-cérebro em participantes com obesidade e comportamentos alimentares compulsivos. Um ensaio clínico randomizado de 3 meses foi conduzido com quatro participantes que ingeriram 16g/dia de inulina nativa ou maltodextrina. Medidas antropométricas, como Índice de Massa Corporal (IMC) e peso corporal, foram registadas. Alterações na composição e diversidade da microbiota fecal foram examinadas através da técnica metagenômica 16S. A microbiota fecal dos participantes foi utilizada para realizar fermentações in vitro com o prebiótico, analisando-se a composição e diversidade da microbiota e os metabolitos gerados (Ácidos Gordos de Cadeia Curta - AGCC), através de HPLC. Os participantes também responderam aos questionários LOCES e Rep(eat) para avaliar o seu comportamento alimentar. A suplementação com prebiótico não resultou em diferenças significativas no peso, IMC, diversidade alfa e beta dos participantes. Contudo, foram observadas mudanças na composição da microbiota, com aumento de Bifidobacterium e diminuição de Bacteroidota, tanto in vitro como in vivo. Observou-se também um aumento de Firmicutes e Ruminococcus in vivo, e enriquecimento de Ligilactobacillus e Enterococcus in vitro. A produção total de AGCC, acetato e ácido láctico foi favorecida com o prebiótico. Além disso, foram observadas tendências de efeitos positivos na modulação do comportamento alimentar após a suplementação com prebiótico. |
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