Publicação
Representações sobre a ascensão na carreira académica em Portugal
| Resumo: | Quais são os factores que, na opinião dos docentes do ensino universitário, mais afectam a ascensão na carreira académica em Portugal? Até que ponto são essas representações modeladas por outras variáveis e factores? Como é possível problematizar essas representações à luz dos desenvolvimentos da Sociologia do Tempo? Estas são as perguntas centrais que se pretende problematizar nesta comunicação que tem por base, sobretudo, um inquérito por questionário levado a cabo entre Junho e Setembro de 2003 em duas universidades portuguesas. O referido inquérito insere-se no âmbito de um estudo que realizamos sobre os usos e representações sobre o tempo de dispensa de serviço docente para preparação do doutoramento. Dos 1800 questionários enviados, foram recebidos 273 (118 respondidos por pessoas do sexo masculino e 120 do sexo feminino) e é sobre este total que recai a análise da temática proposta neste artigo que, no seu âmago, revela a dialéctica entre os sistemas de representação e a acção. Os processos de mobilidade na carreira académica, muito relacionados com os de mobilidade social, têm sido objecto de vários estudos, uns mais radicais do que outros mas todos enfatizando o peso do capital social como factor estruturante da constituição da notoriedade e do reconhecimento. A primeira análise dos resultados obtidos evidencia a importância, ao nível das representações, justamente, do que denominamos “ter relações privilegiadas com pessoas que têm poder”. Apesar de este se apresentar como o factor dominante, há contudo, outros, como o “talento e avocação” e o “esforço” que são assinalados pelos inquiridos. Portanto, além de discutir a tendência das respostas, interessa perceber o lugar que ocupam cada um dos factores no universo das representações, assim como a influência de outras. |
|---|---|
| Autores principais: | Araújo, Emília Rodrigues |
| Assunto: | Identidades Representações Tempo Carreira |
| Ano: | 2004 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | outro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Quais são os factores que, na opinião dos docentes do ensino universitário, mais afectam a ascensão na carreira académica em Portugal? Até que ponto são essas representações modeladas por outras variáveis e factores? Como é possível problematizar essas representações à luz dos desenvolvimentos da Sociologia do Tempo? Estas são as perguntas centrais que se pretende problematizar nesta comunicação que tem por base, sobretudo, um inquérito por questionário levado a cabo entre Junho e Setembro de 2003 em duas universidades portuguesas. O referido inquérito insere-se no âmbito de um estudo que realizamos sobre os usos e representações sobre o tempo de dispensa de serviço docente para preparação do doutoramento. Dos 1800 questionários enviados, foram recebidos 273 (118 respondidos por pessoas do sexo masculino e 120 do sexo feminino) e é sobre este total que recai a análise da temática proposta neste artigo que, no seu âmago, revela a dialéctica entre os sistemas de representação e a acção. Os processos de mobilidade na carreira académica, muito relacionados com os de mobilidade social, têm sido objecto de vários estudos, uns mais radicais do que outros mas todos enfatizando o peso do capital social como factor estruturante da constituição da notoriedade e do reconhecimento. A primeira análise dos resultados obtidos evidencia a importância, ao nível das representações, justamente, do que denominamos “ter relações privilegiadas com pessoas que têm poder”. Apesar de este se apresentar como o factor dominante, há contudo, outros, como o “talento e avocação” e o “esforço” que são assinalados pelos inquiridos. Portanto, além de discutir a tendência das respostas, interessa perceber o lugar que ocupam cada um dos factores no universo das representações, assim como a influência de outras. |
|---|