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A vítima de crimes contra a autodeterminação sexual no sistema de justiça

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este estudo teve como objetivo principal compreender como a vítima de crimes contra a autodeterminação sexual é concetualizada por juízes e magistrados. Assim, procuraremos analisar como a vítima destes crimes é tratada nos acórdãos, estudando a linguagem utilizada e verificando a presença de fatores legais, psicossociais, crenças e estereótipos, através da Análise Temática. Foram identificados seis temas principais: (i) Resposta emocional/Postura durante as declarações; (ii) Referência a aspetos do contexto aquando dos atos; (iii) Capacidade de testemunho e Credibilidade das declarações; (iv) Motivação/contexto da queixa ou manutenção do segredo; (v) Caraterização da vítima: Trajetória pessoal e (vi) Impacto na vítima. Em geral, foi possível verificar a presença de fatores legais e psicossociais, estes últimos resultando geralmente na culpabilização da vítima e na legitimação da violência sexual.
Autores principais:Pereira, Bárbara Daniela da Silva
Assunto:Acórdãos Autodeterminação sexual Juízes e magistrados Vítima Judges and magistrates Judgments Sexual crimes Victim
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Este estudo teve como objetivo principal compreender como a vítima de crimes contra a autodeterminação sexual é concetualizada por juízes e magistrados. Assim, procuraremos analisar como a vítima destes crimes é tratada nos acórdãos, estudando a linguagem utilizada e verificando a presença de fatores legais, psicossociais, crenças e estereótipos, através da Análise Temática. Foram identificados seis temas principais: (i) Resposta emocional/Postura durante as declarações; (ii) Referência a aspetos do contexto aquando dos atos; (iii) Capacidade de testemunho e Credibilidade das declarações; (iv) Motivação/contexto da queixa ou manutenção do segredo; (v) Caraterização da vítima: Trajetória pessoal e (vi) Impacto na vítima. Em geral, foi possível verificar a presença de fatores legais e psicossociais, estes últimos resultando geralmente na culpabilização da vítima e na legitimação da violência sexual.