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Inventar e resolver problemas: estratégias de aprendizagem matemática com crianças do 1.º ciclo do ensino básico

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Resumo:O presente relatório de estágio apresenta parte de uma intervenção e investigação que decorreu numa turma de 2.º ano de escolaridade, centrada na resolução e formulação de problemas em matemática. Este trabalho procura compreender os processos de resolução estabelecidos pelos alunos durante as diferentes experiências didáticas e responder às seguintes questões: 1. De que modo as crianças pensam os problemas e estratégias da sua resolução? 2. Quais as estratégias de resolução que utilizam? 3. Em que medida as atividades decorridas influenciam o processo de resolução dos alunos? Para além do interesse pessoal, estas questões, delineadas aquando da estruturação da investigação, surgem das inquietações sentidas ao constatar no terreno as fragilidades dos alunos relativamente aos problemas e suas estratégias de resolução. Optou-se pela metodologia da investigação-ação, seguindo um plano constituído pelas seguintes fases: planificação, ação, observação (avaliação) e reflexão (teorização). Relativamente ao plano de intervenção, este iniciou-se com a avaliação inicial, a fim de conhecer os sentidos atribuídos pelos alunos no que diz respeito à resolução de problemas e suas dificuldades. Seguiram-se momentos de intervenção, em que as tarefas planeadas apresentavam um progressivo grau de dificuldade. Na última fase do projeto, realizou-se a avaliação final retomando, ainda que de forma semelhante, as situações didáticas anteriores, com intuito de analisar as competências adquiridas pelos alunos durante a segunda fase. Ao longo da intervenção optou-se pelo trabalho em díade ou em grupo, a fim de registar os efeitos decorrentes das diferentes estratégias pedagógicas. Em termos de resultados, é possível verificar uma crescente evolução no que diz respeito à utilização e aquisição de diferentes estratégias de resolução e à interpretação/compreensão dos diferentes tipos de problemas apresentados. Por outro lado, os resultados revelam que os alunos não estão habituados a tarefas de formulação de problemas, verificando-se, por vezes, um retorno a procedimentos menos eficazes, associado a algumas particularidades das tarefas. No entanto, destacase, de uma forma geral, a recetividade, empenho e interesse dos alunos, bem como o desenvolvimento de um pensamento independente, durante a concretização das tarefas de resolução e formulação de problemas em que os modos de trabalho são diversificados.
Autores principais:Santos, Sara Filipa Gomes dos
Assunto:Resolução de problemas Estratégias Formulação de problemas Problems resolution Strategies Problems formulation Ciências Sociais::Ciências da Educação
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O presente relatório de estágio apresenta parte de uma intervenção e investigação que decorreu numa turma de 2.º ano de escolaridade, centrada na resolução e formulação de problemas em matemática. Este trabalho procura compreender os processos de resolução estabelecidos pelos alunos durante as diferentes experiências didáticas e responder às seguintes questões: 1. De que modo as crianças pensam os problemas e estratégias da sua resolução? 2. Quais as estratégias de resolução que utilizam? 3. Em que medida as atividades decorridas influenciam o processo de resolução dos alunos? Para além do interesse pessoal, estas questões, delineadas aquando da estruturação da investigação, surgem das inquietações sentidas ao constatar no terreno as fragilidades dos alunos relativamente aos problemas e suas estratégias de resolução. Optou-se pela metodologia da investigação-ação, seguindo um plano constituído pelas seguintes fases: planificação, ação, observação (avaliação) e reflexão (teorização). Relativamente ao plano de intervenção, este iniciou-se com a avaliação inicial, a fim de conhecer os sentidos atribuídos pelos alunos no que diz respeito à resolução de problemas e suas dificuldades. Seguiram-se momentos de intervenção, em que as tarefas planeadas apresentavam um progressivo grau de dificuldade. Na última fase do projeto, realizou-se a avaliação final retomando, ainda que de forma semelhante, as situações didáticas anteriores, com intuito de analisar as competências adquiridas pelos alunos durante a segunda fase. Ao longo da intervenção optou-se pelo trabalho em díade ou em grupo, a fim de registar os efeitos decorrentes das diferentes estratégias pedagógicas. Em termos de resultados, é possível verificar uma crescente evolução no que diz respeito à utilização e aquisição de diferentes estratégias de resolução e à interpretação/compreensão dos diferentes tipos de problemas apresentados. Por outro lado, os resultados revelam que os alunos não estão habituados a tarefas de formulação de problemas, verificando-se, por vezes, um retorno a procedimentos menos eficazes, associado a algumas particularidades das tarefas. No entanto, destacase, de uma forma geral, a recetividade, empenho e interesse dos alunos, bem como o desenvolvimento de um pensamento independente, durante a concretização das tarefas de resolução e formulação de problemas em que os modos de trabalho são diversificados.