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O caso da Norte-Saúde: avaliação da formação orientada para o controlo ou para a emancipação?

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A área da saúde, alvo de um contínuo e avultado investimento nomeadamente em termos de investigação, é uma área em permanente evolução técnica, tecnológica e científica, o que obriga a uma constante adaptação e atualização por parte dos profissionais de saúde. Igualmente, as exigências atuais relativamente à humanização na prestação de cuidados ao doente requer dos profissionais de saúde uma redobrada capacidade reflexiva no sentido de entender as necessidades e sensibilidades de cada doente. Neste quadro, a formação profissional contínua dos profissionais de saúde emerge como área de relevo, no sentido de responder às necessidades e exigências da atualidade. No entanto, a formação profissional contínua dos profissionais pode servir não só para responder às exigências e necessidades referidas, como também pode cumprir um importante papel ao constituir-se como contributo para a garantia de uma maior autonomia, liberdade e capacidade de emancipação dos profissionais. Tudo depende da forma como se perspetiva a formação e que políticas, práticas e modelos se implementam. Neste trabalho, estudou-se o caso de uma organização de saúde da Região Norte, inserida no âmbito da Administração Pública, e procurou-se, com especial foco, identificar e descrever políticas, práticas e modelos de formação e de avaliação da formação, com o objetivo de dar resposta à pergunta: “A avaliação da formação está orientada para o controlo ou para a emancipação dos formandos-trabalhadores?”. Para isso, realizou-se um estudo de caso, com recorrência a técnicas de investigação como a análise documental, análise de informação de inquéritos por questionários desenvolvidos e implementados pela organização aos formandos e, ainda, entrevistas a pessoas chave no processo de formação. Os resultados obtidos no estudo de caso realizado, dão conta de um modelo de formação e de avaliação da formação mais orientado para o cumprimento de requisitos e normativos legais/formais e para o controlo, regulação e reconhecimento externo, admitindo, no entanto, uma certa componente estratégica e de desenvolvimento pessoal da formação.
Autores principais:Martins, Fernanda
Outros Autores:Carvalho, André
Assunto:Avaliação Controlo Emancipação Formação Saúde
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:atas de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A área da saúde, alvo de um contínuo e avultado investimento nomeadamente em termos de investigação, é uma área em permanente evolução técnica, tecnológica e científica, o que obriga a uma constante adaptação e atualização por parte dos profissionais de saúde. Igualmente, as exigências atuais relativamente à humanização na prestação de cuidados ao doente requer dos profissionais de saúde uma redobrada capacidade reflexiva no sentido de entender as necessidades e sensibilidades de cada doente. Neste quadro, a formação profissional contínua dos profissionais de saúde emerge como área de relevo, no sentido de responder às necessidades e exigências da atualidade. No entanto, a formação profissional contínua dos profissionais pode servir não só para responder às exigências e necessidades referidas, como também pode cumprir um importante papel ao constituir-se como contributo para a garantia de uma maior autonomia, liberdade e capacidade de emancipação dos profissionais. Tudo depende da forma como se perspetiva a formação e que políticas, práticas e modelos se implementam. Neste trabalho, estudou-se o caso de uma organização de saúde da Região Norte, inserida no âmbito da Administração Pública, e procurou-se, com especial foco, identificar e descrever políticas, práticas e modelos de formação e de avaliação da formação, com o objetivo de dar resposta à pergunta: “A avaliação da formação está orientada para o controlo ou para a emancipação dos formandos-trabalhadores?”. Para isso, realizou-se um estudo de caso, com recorrência a técnicas de investigação como a análise documental, análise de informação de inquéritos por questionários desenvolvidos e implementados pela organização aos formandos e, ainda, entrevistas a pessoas chave no processo de formação. Os resultados obtidos no estudo de caso realizado, dão conta de um modelo de formação e de avaliação da formação mais orientado para o cumprimento de requisitos e normativos legais/formais e para o controlo, regulação e reconhecimento externo, admitindo, no entanto, uma certa componente estratégica e de desenvolvimento pessoal da formação.