Publicação
As mudanças nas políticas de acesso ao ensino superior durante a COVID-19: impacto na equidade
| Resumo: | O estudo analisa as alterações nas políticas de acesso ao ensino superior durante a pandemia de COVID-19 e os seus impactos na equidade. Este tema reveste-se de especial importância, dado ser crucial compreender como as medidas educativas excecionais e temporárias, adotadas para mitigar os efeitos da pandemia, afetaram diferentes grupos de estudantes. Investiga-se a transição, o acesso e o sucesso no ensino superior, partindo das desigualdades existentes em Portugal, quer na transição do ensino secundário para o superior, quer no (in)sucesso no ensino superior, avaliando o (des)agravamento dessas desigualdades durante a pandemia. Exemplos de Espanha, Reino Unido, França e EUA mostram diferentes abordagens para mitigar os impactos da pandemia. Ajustes nos exames, adiamentos e utilização de formas alternativas de avaliação foram algumas das medidas adotadas. Estes países também enfrentaram desafios semelhantes em termos de desigualdades no acesso e sucesso no ensino superior. Em Portugal, à semelhança de muitos outros países, foram adotadas medidas excecionais durante a pandemia. O Decreto-Lei n.º 14-G/2020 de 13 de abril, Artigo 8.º, alterou o regime de avaliação, aprovação de disciplinas e conclusão do ensino secundário. A pandemia provocou mudanças abruptas e significativas no sistema educativo, incluindo a transição para o ensino remoto de emergência. O ensino remoto de emergência trouxe desafios como desigualdades no acesso a ferramentas digitais, impreparação de docentes, ausência de componentes práticas, associados a problemas de saúde mental e uma maior carga de trabalho. Alguns destes desafios parecem afetar especialmente os estudantes de contextos socioeconómicos frágeis, mulheres e outros grupos vulneráveis. |
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| Autores principais: | Tavares, Orlanda |
| Outros Autores: | Sá, Carla Angélica da Silva Pinto de; Antunes, Maria João Silva; Luz, Ana Rita |
| Assunto: | COVID-19 Ensino Superior Equidade no acesso ao ensino superior Desigualdades educacionais em Portugal Políticas de avaliação |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O estudo analisa as alterações nas políticas de acesso ao ensino superior durante a pandemia de COVID-19 e os seus impactos na equidade. Este tema reveste-se de especial importância, dado ser crucial compreender como as medidas educativas excecionais e temporárias, adotadas para mitigar os efeitos da pandemia, afetaram diferentes grupos de estudantes. Investiga-se a transição, o acesso e o sucesso no ensino superior, partindo das desigualdades existentes em Portugal, quer na transição do ensino secundário para o superior, quer no (in)sucesso no ensino superior, avaliando o (des)agravamento dessas desigualdades durante a pandemia. Exemplos de Espanha, Reino Unido, França e EUA mostram diferentes abordagens para mitigar os impactos da pandemia. Ajustes nos exames, adiamentos e utilização de formas alternativas de avaliação foram algumas das medidas adotadas. Estes países também enfrentaram desafios semelhantes em termos de desigualdades no acesso e sucesso no ensino superior. Em Portugal, à semelhança de muitos outros países, foram adotadas medidas excecionais durante a pandemia. O Decreto-Lei n.º 14-G/2020 de 13 de abril, Artigo 8.º, alterou o regime de avaliação, aprovação de disciplinas e conclusão do ensino secundário. A pandemia provocou mudanças abruptas e significativas no sistema educativo, incluindo a transição para o ensino remoto de emergência. O ensino remoto de emergência trouxe desafios como desigualdades no acesso a ferramentas digitais, impreparação de docentes, ausência de componentes práticas, associados a problemas de saúde mental e uma maior carga de trabalho. Alguns destes desafios parecem afetar especialmente os estudantes de contextos socioeconómicos frágeis, mulheres e outros grupos vulneráveis. |
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