Publicação
Estudantes adultos no Ensino Superior do IFAL-Maceió: os desafios e conquistas no regresso à vida acadêmica
| Resumo: | O Ensino Superior (ES) no Brasil - criado para atender a uma elite socioeconômica – manteve historicamente excluída uma enorme parcela da população de baixa renda do seu convívio. Nos últimos anos, essa realidade mudou com a chegada de um “novo público” que, beneficiado pelos movimentos de expansão e democratização, ingressa no ES com trajetórias de vida peculiares, após anos afastados do ensino formal. É nesse cenário que se insere os estudos dessa tese que buscou: (i) aprofundar o conceito de “novos públicos” no ES; (ii) caracterizar os estudantes não-tradicionais que acedem ao ES; (iii) identificar as expectativas acadêmicas e as dificuldades antecipadas de adaptação ao ingressarem no ES; (iv) apreciar o impacto das variáveis gênero, renda mensal e condição digital satisfatória para adaptação ao ensino remoto e (vi) investigar os fatores psicossociais que mais impactaram na satisfação com a experiência acadêmica dos estudantes durante a oferta do Ensino Remoto Emergencial (ERE). Os resultados apontaram que a histórica desigualdade social e econômica desses estudantes se agravou ainda mais com o advento da pandemia, impondo novos desafios ao processo de transição acadêmica e desnudando uma nova realidade de exclusão: a desigualdade digital. Os resultados identificaram estudantes insatisfeitos com os próprios recursos econômicos, uma vez que não possuíam as condições de infraestrutura digital necessárias para o acompanhamento das atividades remotas. Isso impactou significativamente no seu estado emocional, levando-os a desenvolver níveis alarmantes de ansiedade, estresse e desconforto psíquico. Porém, apesar de todas as dificuldades, os estudantes mostraram-se motivados com a continuidade dos estudos e convictos de que só o investimento na formação acadêmica poderia garantir-lhes a tão almejada ascensão social e econômica. Espera-se que essa tese possa auxiliar as Instituições de ES a melhor compreender o perfil psicossocial dos estudantes não-tradicionais, a identificar as suas expectativas e dificuldades vivenciadas no processo de transição e adaptação acadêmica e a inferir sobre a eficácia dos contextos educativos e das ações institucionais envolvidas nesse processo. Antecipando assim ações que amenizem as desigualdades de aprendizagem, a fim de promover e oportunizar condições equitativas de aprendizagem ao universo diversificado e heterogêneo da sua população estudantil. |
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| Autores principais: | Pereira Neto, Lauro Lopes |
| Assunto: | Adaptação acadêmica Ensino remoto emergencial Ensino superior Estudantes não-tradicionais Satisfação acadêmica Academic adaptation Academic satisfaction Emergency remote teaching Higher education Non-traditional students |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O Ensino Superior (ES) no Brasil - criado para atender a uma elite socioeconômica – manteve historicamente excluída uma enorme parcela da população de baixa renda do seu convívio. Nos últimos anos, essa realidade mudou com a chegada de um “novo público” que, beneficiado pelos movimentos de expansão e democratização, ingressa no ES com trajetórias de vida peculiares, após anos afastados do ensino formal. É nesse cenário que se insere os estudos dessa tese que buscou: (i) aprofundar o conceito de “novos públicos” no ES; (ii) caracterizar os estudantes não-tradicionais que acedem ao ES; (iii) identificar as expectativas acadêmicas e as dificuldades antecipadas de adaptação ao ingressarem no ES; (iv) apreciar o impacto das variáveis gênero, renda mensal e condição digital satisfatória para adaptação ao ensino remoto e (vi) investigar os fatores psicossociais que mais impactaram na satisfação com a experiência acadêmica dos estudantes durante a oferta do Ensino Remoto Emergencial (ERE). Os resultados apontaram que a histórica desigualdade social e econômica desses estudantes se agravou ainda mais com o advento da pandemia, impondo novos desafios ao processo de transição acadêmica e desnudando uma nova realidade de exclusão: a desigualdade digital. Os resultados identificaram estudantes insatisfeitos com os próprios recursos econômicos, uma vez que não possuíam as condições de infraestrutura digital necessárias para o acompanhamento das atividades remotas. Isso impactou significativamente no seu estado emocional, levando-os a desenvolver níveis alarmantes de ansiedade, estresse e desconforto psíquico. Porém, apesar de todas as dificuldades, os estudantes mostraram-se motivados com a continuidade dos estudos e convictos de que só o investimento na formação acadêmica poderia garantir-lhes a tão almejada ascensão social e econômica. Espera-se que essa tese possa auxiliar as Instituições de ES a melhor compreender o perfil psicossocial dos estudantes não-tradicionais, a identificar as suas expectativas e dificuldades vivenciadas no processo de transição e adaptação acadêmica e a inferir sobre a eficácia dos contextos educativos e das ações institucionais envolvidas nesse processo. Antecipando assim ações que amenizem as desigualdades de aprendizagem, a fim de promover e oportunizar condições equitativas de aprendizagem ao universo diversificado e heterogêneo da sua população estudantil. |
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