Publicação
Aprender e ensinar volumes e áreas de superfícies de sólidos numa turma do 9.º ano recorrendo à manipulação de sólidos
| Resumo: | Este relatório relata um estudo sobre Aprender e ensinar volumes e áreas de superfícies de sólidos numa turma do 9.º ano recorrendo à manipulação de sólidos , tendo em vista a consecução dos seguintes objetivos: 1. Identificar intuições dos alunos sobre áreas e volumes e suas relações; 2. Implementar uma estratégia de ensino do tema Volumes e áreas de superfícies de sólidos com base na manipulação dos sólidos; 3. Avaliar o impacto da estratégia de ensino e aprendizagem implementada. O estudo foi implementado numa turma com vinte e dois alunos, do 9.º ano de escolaridade e a frequentar a Escola Secundária de Barcelos, estruturando-se nas seguintes etapas: 1) aplicação de uma ficha de avaliação diagnóstica; 2) Idealização e implementação de uma estratégia de ensino baseada na manipulação de modelos de sólidos; 3) aplicação de uma ficha de avaliação por partes (com metade do peso de um teste). Em termos dos principais resultados do estudo, no teste diagnóstico salientam-se as grandes dificuldades dos alunos em estabelecer relações entre perímetros, áreas e volumes, sendo as suas respostas e justificações muito influenciadas pela prevalência da ideia de linearidade, por estratégias intuitivas e pela utilização de cálculos ou fórmulas. Tendo também em conta os resultados da ficha de avaliação diagnóstica, definimos algumas estratégias a implementar durante as aulas, designadamente a organização dos alunos em pequenos grupos e o recurso a tarefas exploratórias e materiais manipuláveis. Finalmente, avaliamos o impacto da estratégia de ensino-aprendizagem através da análise das produções dos alunos na ficha de avaliação por partes, tendo-se registado 22,7% respostas corretas, 30,1% respostas parcialmente corretas e 36,4% respostas incorretas. Relativamente às respostas parcialmente corretas observamos uma acentuada melhoria face aos resultados da ficha de avaliação diagnóstica (dos 6,3% para os 30,1%). Face à avaliação diagnóstica, observámos uma evolução positiva na percentagem de não respostas, que passou de 31,8% para 10,8%, e no conjunto de respostas corretas e parcialmente corretas que passou de 29,4% para 52,8%. Assim, concluímos que a utilização dos materiais manipuláveis, aliada ao trabalho de grupo e às tarefas de natureza exploratória, contribuíram para a melhoria que observámos. |
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| Autores principais: | Miranda, Carla Alexandra do Vale |
| Assunto: | Área e volume Aprendizagem Materiais manipuláveis 9.º ano Area and volume Learning Manipulatives 9th grade |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Este relatório relata um estudo sobre Aprender e ensinar volumes e áreas de superfícies de sólidos numa turma do 9.º ano recorrendo à manipulação de sólidos , tendo em vista a consecução dos seguintes objetivos: 1. Identificar intuições dos alunos sobre áreas e volumes e suas relações; 2. Implementar uma estratégia de ensino do tema Volumes e áreas de superfícies de sólidos com base na manipulação dos sólidos; 3. Avaliar o impacto da estratégia de ensino e aprendizagem implementada. O estudo foi implementado numa turma com vinte e dois alunos, do 9.º ano de escolaridade e a frequentar a Escola Secundária de Barcelos, estruturando-se nas seguintes etapas: 1) aplicação de uma ficha de avaliação diagnóstica; 2) Idealização e implementação de uma estratégia de ensino baseada na manipulação de modelos de sólidos; 3) aplicação de uma ficha de avaliação por partes (com metade do peso de um teste). Em termos dos principais resultados do estudo, no teste diagnóstico salientam-se as grandes dificuldades dos alunos em estabelecer relações entre perímetros, áreas e volumes, sendo as suas respostas e justificações muito influenciadas pela prevalência da ideia de linearidade, por estratégias intuitivas e pela utilização de cálculos ou fórmulas. Tendo também em conta os resultados da ficha de avaliação diagnóstica, definimos algumas estratégias a implementar durante as aulas, designadamente a organização dos alunos em pequenos grupos e o recurso a tarefas exploratórias e materiais manipuláveis. Finalmente, avaliamos o impacto da estratégia de ensino-aprendizagem através da análise das produções dos alunos na ficha de avaliação por partes, tendo-se registado 22,7% respostas corretas, 30,1% respostas parcialmente corretas e 36,4% respostas incorretas. Relativamente às respostas parcialmente corretas observamos uma acentuada melhoria face aos resultados da ficha de avaliação diagnóstica (dos 6,3% para os 30,1%). Face à avaliação diagnóstica, observámos uma evolução positiva na percentagem de não respostas, que passou de 31,8% para 10,8%, e no conjunto de respostas corretas e parcialmente corretas que passou de 29,4% para 52,8%. Assim, concluímos que a utilização dos materiais manipuláveis, aliada ao trabalho de grupo e às tarefas de natureza exploratória, contribuíram para a melhoria que observámos. |
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