Publicação
Environmental correlates of European rabbit (Oryctolagus cuniculus) activity
| Resumo: | O coelho-europeu (Oryctolagus cuniculus) é endêmico da Península Ibérica, onde é considerado uma espécie-chave e uma espécie cinegética. As suas populações estão em declínio há décadas, com sérias implicações no funcionamento do ecossistema e na economia ibérica. Estratégias de recuperação foram implementadas, mas com sucesso limitado, enfatizando a necessidade de uma compreensão mais profunda da ecologia do coelho-europeu. Utilizando armadilhas fotográficas em várias propriedades de caça no sul de Portugal, foram investigados os fatores ambientais relacionados com o nível de atividade diário do coelho europeu, e sua sobreposição de atividade e sincronização com a dos predadores mamíferos coexistentes. Os coelhos reduziram seu nível de atividade em resposta à temperatura diária máxima, provavelmente para assegurar uma termorregulação eficaz. Os efeitos negativos da densidade no nível de atividade do coelho estão provavelmente relacionados a uma adaptação para maximizar a ingestão de alimento enquanto minimizam o risco de predação. Finalmente, os coelhos apresentaram alto nível de atividade associado a picos de atividade menos intensos nos habitats constituídos por matos, o que sugere uma estratégia para a redução da probabilidade individual de risco de predação. Por outro lado, nos montados, eles revelaram um menor nível de atividade diário. Isto está de acordo com a hipótese “risk allocation”, que postula que as presas que vivem num ambiente de risco moderam o seu nível de atividade, aumentando a atividade durante breves pulsos de segurança. Além disso, ao não responder à atividade do predador, mas à estrutura do habitat e ao tamanho do seu grupo, sugere que os coelhos europeus possam responder mais à perceção de risco do que ao próprio risco de predação. Esses resultados fornecem novas ideias sobre as respostas de predadores de coelho, importantes para definir estratégias de conservação para sua recuperação. |
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| Autores principais: | Rocha, Marta Sofia Ferreira |
| Assunto: | Atividade Estratégias de conservação Oryctolagus cuniculus Península Ibéria Activity Conservation strategies Iberian Peninsula Oryctolagus cuniculus |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O coelho-europeu (Oryctolagus cuniculus) é endêmico da Península Ibérica, onde é considerado uma espécie-chave e uma espécie cinegética. As suas populações estão em declínio há décadas, com sérias implicações no funcionamento do ecossistema e na economia ibérica. Estratégias de recuperação foram implementadas, mas com sucesso limitado, enfatizando a necessidade de uma compreensão mais profunda da ecologia do coelho-europeu. Utilizando armadilhas fotográficas em várias propriedades de caça no sul de Portugal, foram investigados os fatores ambientais relacionados com o nível de atividade diário do coelho europeu, e sua sobreposição de atividade e sincronização com a dos predadores mamíferos coexistentes. Os coelhos reduziram seu nível de atividade em resposta à temperatura diária máxima, provavelmente para assegurar uma termorregulação eficaz. Os efeitos negativos da densidade no nível de atividade do coelho estão provavelmente relacionados a uma adaptação para maximizar a ingestão de alimento enquanto minimizam o risco de predação. Finalmente, os coelhos apresentaram alto nível de atividade associado a picos de atividade menos intensos nos habitats constituídos por matos, o que sugere uma estratégia para a redução da probabilidade individual de risco de predação. Por outro lado, nos montados, eles revelaram um menor nível de atividade diário. Isto está de acordo com a hipótese “risk allocation”, que postula que as presas que vivem num ambiente de risco moderam o seu nível de atividade, aumentando a atividade durante breves pulsos de segurança. Além disso, ao não responder à atividade do predador, mas à estrutura do habitat e ao tamanho do seu grupo, sugere que os coelhos europeus possam responder mais à perceção de risco do que ao próprio risco de predação. Esses resultados fornecem novas ideias sobre as respostas de predadores de coelho, importantes para definir estratégias de conservação para sua recuperação. |
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