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Influência da atividade física nas habilidades visuais em jogadores de futebol

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Objetivo: Avaliar a influência da atividade física no sistema visual de jogadores de futebol. Aferir a existência de diferenças consideráveis nas capacidades visuais dos atletas antes e depois da realização de um treino desportivo. Métodos: Foram avaliados 22 jogadores de futebol com idades entre os 19 e 34 anos (média 24,7 ± 3,98 anos). Foi medida a refração objetiva com o autorrefratómetro Shin-Nippon (Tóquio, Japão), as forias em visão de perto e visão de longe (cover test e teste de Thorington), a estereopsia em visão de perto (Randot Stereo Test), a flexibilidade acomodativa em visão de perto (flippers ± 2.00) e o tempo de reação (sports vision reaction time app), antes e após o treino desportivo. Resultados: Verificaram-se diferenças estatisticamente significativas, após o treino desportivo, para a estereopsia em visão de perto (-0,11±0,21 log(arcseg)) (p=0,024), para a flexibilidade acomodativa em visão de perto (0,43±0,60 cp10s) (p=0,007), para o tempo de tempo de reação visual sensorial (-0,022±0,034 s) (p=0,009) e para o tempo de reação visual total (-0,023±0,038 s) (p=0,014). Foram encontradas diferenças estatisticamente significativas ao nível da alteração das capacidades visuais, entre jogadores com dominância homónima e dominância cruzada para o tempo de reação visual total (p=0,045). Não foi encontrada significância estatística para a relação entre a alteração das capacidades visuais após o treino desportivo e a posição ocupada pelo atleta em campo. Verificou-se ausência de correlação entre a performance desportiva e a alteração das capacidades visuais. Conclusões: Verificou-se uma tendência para a melhoria de algumas capacidades visuais após o treino desportivo, nomeadamente a estereopsia em visão de perto, a flexibilidade acomodativa em visão de perto, o tempo de reação visual sensorial e o tempo de reação visual total. Com base na lei de Yerkes-Dodson e na alteração dos níveis de estamina, a forma como estas alterações se processam podem estar relacionadas com características individuais e diferir de atleta para atleta.
Autores principais:Baptista, Carlos Filipe Barros
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Objetivo: Avaliar a influência da atividade física no sistema visual de jogadores de futebol. Aferir a existência de diferenças consideráveis nas capacidades visuais dos atletas antes e depois da realização de um treino desportivo. Métodos: Foram avaliados 22 jogadores de futebol com idades entre os 19 e 34 anos (média 24,7 ± 3,98 anos). Foi medida a refração objetiva com o autorrefratómetro Shin-Nippon (Tóquio, Japão), as forias em visão de perto e visão de longe (cover test e teste de Thorington), a estereopsia em visão de perto (Randot Stereo Test), a flexibilidade acomodativa em visão de perto (flippers ± 2.00) e o tempo de reação (sports vision reaction time app), antes e após o treino desportivo. Resultados: Verificaram-se diferenças estatisticamente significativas, após o treino desportivo, para a estereopsia em visão de perto (-0,11±0,21 log(arcseg)) (p=0,024), para a flexibilidade acomodativa em visão de perto (0,43±0,60 cp10s) (p=0,007), para o tempo de tempo de reação visual sensorial (-0,022±0,034 s) (p=0,009) e para o tempo de reação visual total (-0,023±0,038 s) (p=0,014). Foram encontradas diferenças estatisticamente significativas ao nível da alteração das capacidades visuais, entre jogadores com dominância homónima e dominância cruzada para o tempo de reação visual total (p=0,045). Não foi encontrada significância estatística para a relação entre a alteração das capacidades visuais após o treino desportivo e a posição ocupada pelo atleta em campo. Verificou-se ausência de correlação entre a performance desportiva e a alteração das capacidades visuais. Conclusões: Verificou-se uma tendência para a melhoria de algumas capacidades visuais após o treino desportivo, nomeadamente a estereopsia em visão de perto, a flexibilidade acomodativa em visão de perto, o tempo de reação visual sensorial e o tempo de reação visual total. Com base na lei de Yerkes-Dodson e na alteração dos níveis de estamina, a forma como estas alterações se processam podem estar relacionadas com características individuais e diferir de atleta para atleta.