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O que nos contam (ou sugerem) as capas: edições de Alice Vieira no Brasil e em Portugal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este artigo busca comparar as capas das edições brasileira e portuguesa de três obras infantojuvenis da escritora portuguesa Alice Vieira, entre outros paratextos. Intuímos que as capas das recentes edições portugue sas de Rosa, minha irmã Rosa e Meia hora para mudar a minha vida endereçam se ao leitor infantil e juvenil, pela presença de variadas cores e bem vivas, uma profusão de personagens, retratadas de forma expressiva, junto a outros elementos, como brinquedos e animais, em composições de muito movimento, a sugerir ações. Além disso, as obras integram, em Portugal, o Plano Nacional de Leitura, constituindo, assim, parte do conjunto de obras e autoras esperado que os jovens leitores venham a conhecer. Já as capas das edições brasileiras sugerem um direcionamento das obras a leitores de todas as idades, com silêncios imagéticos, cores escuras ou tons que nos remetem a imagens envelhecidas, além de uma estética expressionista, no caso de Os olhos de Ana Marta.
Autores principais:Silva, Sara Raquel Reis da
Outros Autores:Zanete, Renata Flaiban
Assunto:Alice Vieira Capas Estética comparada Imagens e narrativas Paratextualidade Crossover literature Covers Comparative aesthetics; Images and narrative Paratextuality Crossover literature
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Este artigo busca comparar as capas das edições brasileira e portuguesa de três obras infantojuvenis da escritora portuguesa Alice Vieira, entre outros paratextos. Intuímos que as capas das recentes edições portugue sas de Rosa, minha irmã Rosa e Meia hora para mudar a minha vida endereçam se ao leitor infantil e juvenil, pela presença de variadas cores e bem vivas, uma profusão de personagens, retratadas de forma expressiva, junto a outros elementos, como brinquedos e animais, em composições de muito movimento, a sugerir ações. Além disso, as obras integram, em Portugal, o Plano Nacional de Leitura, constituindo, assim, parte do conjunto de obras e autoras esperado que os jovens leitores venham a conhecer. Já as capas das edições brasileiras sugerem um direcionamento das obras a leitores de todas as idades, com silêncios imagéticos, cores escuras ou tons que nos remetem a imagens envelhecidas, além de uma estética expressionista, no caso de Os olhos de Ana Marta.