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Comparação entre a Rota da Seda e Uma Faixa e Uma Rota
| Resumo: | Durante a dinastia Han, a China abriu-se ao mundo através da Rota da Seda. Quando o embaixador ZhangQian visitou as regiões vizinhas levando consigo o produto chinês mais exclusivo - a seda -, abriu uma porta de comunicação global. Durante mais de 1500 anos, esta rota constituiu o principal elo de ligação entre o Oriente e a Europa. Ao longo desta rede de milhares de quilómetros promoveram-se intercâmbios comerciais, científicos e culturais assinaláveis. Séculos depois, a China aposta numa “Faixa Económica da Rota da Seda e da Rota Marítima da Seda para o Século XXI”, conhecida na versão simplificada como “Uma Faixa, uma Rota” (one belt, one road, OBOR, em inglês), que pode abranger 65 países e 4400 milhões de pessoas, quase 60% da população mundial. Quando o site chinês CCTV convidou especialistas estrangeiros e académicos para identificarem os 10 temas mais pertinentes para a China em 2018, “Uma faixa, uma rota” foi um assunto bastante abordado, a par das questões relacionadas com a economia. Mas o que é exatamente “Uma faixa, uma rota” e o que tem em comum com a antiquíssima Rota da Seda? Que objetivos persegue e que papel desempenha no contexto das relações externas chinesas? Procuraremos, no presente trabalho de investigação, responder a estas questões, comparando a rota atual à antiga, sobretudo de uma perspetiva cultural e económica. Embora as duas rotas assumam metas e influências semelhantes, para a China e o mundo, possuem pontos de partida diversos, sendo que “Uma faixa, uma rota” visa a cooperação com vantagens mútuas para todos os países participantes, entre os quais se inclui Portugal. De resto, o estatuto de parceiro estratégico da China (desde 2005) coloca Portugal entre os principais interessados nesta rota da seda do século XXI. |
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| Autores principais: | Liu Shan |
| Assunto: | Rota da Seda Uma Faixa Uma Rota Comunicação intercultural Relações externas chinesas Progresso Silk Road One Belt One Road Intercultural communication Chinese external relations Progress 丝绸之路 一带一路 跨文化交流 中国对外关系 发展进步 |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Durante a dinastia Han, a China abriu-se ao mundo através da Rota da Seda. Quando o embaixador ZhangQian visitou as regiões vizinhas levando consigo o produto chinês mais exclusivo - a seda -, abriu uma porta de comunicação global. Durante mais de 1500 anos, esta rota constituiu o principal elo de ligação entre o Oriente e a Europa. Ao longo desta rede de milhares de quilómetros promoveram-se intercâmbios comerciais, científicos e culturais assinaláveis. Séculos depois, a China aposta numa “Faixa Económica da Rota da Seda e da Rota Marítima da Seda para o Século XXI”, conhecida na versão simplificada como “Uma Faixa, uma Rota” (one belt, one road, OBOR, em inglês), que pode abranger 65 países e 4400 milhões de pessoas, quase 60% da população mundial. Quando o site chinês CCTV convidou especialistas estrangeiros e académicos para identificarem os 10 temas mais pertinentes para a China em 2018, “Uma faixa, uma rota” foi um assunto bastante abordado, a par das questões relacionadas com a economia. Mas o que é exatamente “Uma faixa, uma rota” e o que tem em comum com a antiquíssima Rota da Seda? Que objetivos persegue e que papel desempenha no contexto das relações externas chinesas? Procuraremos, no presente trabalho de investigação, responder a estas questões, comparando a rota atual à antiga, sobretudo de uma perspetiva cultural e económica. Embora as duas rotas assumam metas e influências semelhantes, para a China e o mundo, possuem pontos de partida diversos, sendo que “Uma faixa, uma rota” visa a cooperação com vantagens mútuas para todos os países participantes, entre os quais se inclui Portugal. De resto, o estatuto de parceiro estratégico da China (desde 2005) coloca Portugal entre os principais interessados nesta rota da seda do século XXI. |
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