Publicação
Avaliação externa no Ensino Básico: implicações nas práticas curriculares
| Resumo: | A partir da análise do marco histórico e de trabalhos relacionados, neste estudo seguiu-se a análise do marco histórico da avaliação externa, especificamente, do programa de Avaliação Externa das Escolas para inferir sobre as implicações no desenvolvimento do currículo. A cultura da avaliação em Portugal iniciou-se em 1992, com o programa Observatório da Qualidade da escola, programa pioneiro em avaliar escolas e incentivar a prática da autoavaliação, servindo como base para o desenvolvimento de outros dispositivos de avaliação, como o Projeto Qualidade XXI, em 1999, criado pelo Instituto de Inovação Educacional (IIE), seguido do Programa de Avaliação Integrada das Escolas no mesmo ano terá sido a primeira tentativa de implementação de um programa de avaliação externa de escolas, em Portugal, desenvolvido pela Inspeção Geral da Educação (IGE), quando em 2006 o programa Aferição da Efetividade da Autoavaliação das Escolas introduziu o modelo mais parecido com a atual Avaliação Externa das Escolas, sendo um processo de avaliação externa no modelo de metaavaliação. Segui-se o Programa Avaliação Externa das Escolas, que é o foco desta investigação. Para o desenvolvimento do trabalho, foi realizada uma pesquisa documental, a partir de fontes como dissertações, teses, artigos e relatórios. Foram analisados os cinco relatórios nacionais do 1º ciclo de avaliação externa, quatro relatórios nacionais do 2º ciclo e os cinco documentos relativos ao 3º ciclo, bem como, os relatórios dos Grupos de Trabalho dos anos de 2006, 2011 e 2018. Foram selecionadas 6 dissertações e teses de Mestrado e Doutoramento, com um caráter específico relacionado com o nosso trabalho e 4 artigos, num total de 10. Os principais resultados evidenciam que há influências da AEE nas práticas curriculares, quer pela otimização dos recursos educativos, quer pela articulação curricular. O trabalho cooperativo entre os docentes foi positivamente avaliado, principalmente, o planeamento das atividades e articulação curricular, bem como, na partilha das práticas cientifico-pedagógicas e a reflexão sobre a eficácia das mesmas. |
|---|---|
| Autores principais: | Bispo, Regiane Silva |
| Assunto: | Avaliação Avaliação externa das escolas Currículo Práticas curriculares Evaluation External evaluation of schools Curriculum Curricular practices |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A partir da análise do marco histórico e de trabalhos relacionados, neste estudo seguiu-se a análise do marco histórico da avaliação externa, especificamente, do programa de Avaliação Externa das Escolas para inferir sobre as implicações no desenvolvimento do currículo. A cultura da avaliação em Portugal iniciou-se em 1992, com o programa Observatório da Qualidade da escola, programa pioneiro em avaliar escolas e incentivar a prática da autoavaliação, servindo como base para o desenvolvimento de outros dispositivos de avaliação, como o Projeto Qualidade XXI, em 1999, criado pelo Instituto de Inovação Educacional (IIE), seguido do Programa de Avaliação Integrada das Escolas no mesmo ano terá sido a primeira tentativa de implementação de um programa de avaliação externa de escolas, em Portugal, desenvolvido pela Inspeção Geral da Educação (IGE), quando em 2006 o programa Aferição da Efetividade da Autoavaliação das Escolas introduziu o modelo mais parecido com a atual Avaliação Externa das Escolas, sendo um processo de avaliação externa no modelo de metaavaliação. Segui-se o Programa Avaliação Externa das Escolas, que é o foco desta investigação. Para o desenvolvimento do trabalho, foi realizada uma pesquisa documental, a partir de fontes como dissertações, teses, artigos e relatórios. Foram analisados os cinco relatórios nacionais do 1º ciclo de avaliação externa, quatro relatórios nacionais do 2º ciclo e os cinco documentos relativos ao 3º ciclo, bem como, os relatórios dos Grupos de Trabalho dos anos de 2006, 2011 e 2018. Foram selecionadas 6 dissertações e teses de Mestrado e Doutoramento, com um caráter específico relacionado com o nosso trabalho e 4 artigos, num total de 10. Os principais resultados evidenciam que há influências da AEE nas práticas curriculares, quer pela otimização dos recursos educativos, quer pela articulação curricular. O trabalho cooperativo entre os docentes foi positivamente avaliado, principalmente, o planeamento das atividades e articulação curricular, bem como, na partilha das práticas cientifico-pedagógicas e a reflexão sobre a eficácia das mesmas. |
|---|