Publicação
Desenvolvimento de magnetolipossomas baseados em magnetite para aplicações na entrega de fármacos antitumorais
| Resumo: | O cancro é uma das doenças com maior incidência na população mundial na atualidade, com uma taxa de mortalidade enorme. Os principais problemas na luta contra o cancro prendem-se com a dificuldade de diagnóstico precoce, a citotoxicidade associada aos fármacos anticancerígenos usados em quimioterapia convencional e a falta de tratamentos mais eficazes. A nanotecnologia surge agora com capacidade para dar resposta a este tipo de problemas estando a revolucionar a área da medicina. Este trabalho teve como objetivo o desenvolvimento de magnetolipossomas (MGLs) baseados em magnetite com potencial de aplicação no tratamento do cancro pelo efeito conjugado da hipertermia intracelular e entrega controlada de fármacos antitumorais (quimioterapia direcionada), por aplicação de um campo magnético externo. Foram preparadas nanopartículas magnéticas (NMPs) de magnetite por vários métodos. Algumas das nanopartículas sintetizadas apresentam tamanho reduzido (<20 nm), tendo baixa polidispersividade e baixa coercividade (HC≈10 Oe). Essas nanopartículas foram incorporadas com sucesso em lipossomas, obtendo-se magnetolipossomas. Três compostos fluorescentes, potencialmente antitumorais, derivados de tieno[3,2- b]piridinas previamente sintetizados no Centro de Química da Universidade do Minho, foram caracterizados por espetroscopia de absorção (UV-visível) e fluorescência. Os compostos demonstraram emissão de fluorescência razoável em vários solventes, com rendimentos quânticos de fluorescência entre os 2% (clorofórmio) e os 69% (dimetilsulfóxido). No entanto não apresentam emissão de fluorescência em solventes próticos como (água ou álcoois). Os resultados do estudo fotofísico dos compostos em vesículos lipídicos indicaram que estes se localizam na zona da bicamada lipídica, num ambiente relativamente hidrofóbico, apresentando uma emissão de fluorescência razoável nessas condições. Assim sendo, estes compostos podem ser transportados na bicamada lipídica de MGLs para entrega controlada de fármacos. Por fim, foram feitos estudos da interação não específica entre os magnetolipossomas e as células usando vesículos unilamelares gigantes (GUVs) como modelos de membrana celular. Neste sentido, foram realizados ensaios para avaliar a transferência de energia ressonante de Förster (FRET) entre os compostos (doadores) incorporados em magnetolipossomas e lípidos marcados com a sonda fluorescente NBD (aceitante) incorporados nos GUVs. Apesar de não ter sido possível comprovar inequivocamente a ocorrência de FRET entre os fluoróforos, a inibição de fluorescência do NBD pelas MNPs nos magnetolipossomas parece ser indicativo da interação entre os dois sistemas, possivelmente por fusão membranar. |
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| Autores principais: | Mendes, Pedro Miguel de Faria |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O cancro é uma das doenças com maior incidência na população mundial na atualidade, com uma taxa de mortalidade enorme. Os principais problemas na luta contra o cancro prendem-se com a dificuldade de diagnóstico precoce, a citotoxicidade associada aos fármacos anticancerígenos usados em quimioterapia convencional e a falta de tratamentos mais eficazes. A nanotecnologia surge agora com capacidade para dar resposta a este tipo de problemas estando a revolucionar a área da medicina. Este trabalho teve como objetivo o desenvolvimento de magnetolipossomas (MGLs) baseados em magnetite com potencial de aplicação no tratamento do cancro pelo efeito conjugado da hipertermia intracelular e entrega controlada de fármacos antitumorais (quimioterapia direcionada), por aplicação de um campo magnético externo. Foram preparadas nanopartículas magnéticas (NMPs) de magnetite por vários métodos. Algumas das nanopartículas sintetizadas apresentam tamanho reduzido (<20 nm), tendo baixa polidispersividade e baixa coercividade (HC≈10 Oe). Essas nanopartículas foram incorporadas com sucesso em lipossomas, obtendo-se magnetolipossomas. Três compostos fluorescentes, potencialmente antitumorais, derivados de tieno[3,2- b]piridinas previamente sintetizados no Centro de Química da Universidade do Minho, foram caracterizados por espetroscopia de absorção (UV-visível) e fluorescência. Os compostos demonstraram emissão de fluorescência razoável em vários solventes, com rendimentos quânticos de fluorescência entre os 2% (clorofórmio) e os 69% (dimetilsulfóxido). No entanto não apresentam emissão de fluorescência em solventes próticos como (água ou álcoois). Os resultados do estudo fotofísico dos compostos em vesículos lipídicos indicaram que estes se localizam na zona da bicamada lipídica, num ambiente relativamente hidrofóbico, apresentando uma emissão de fluorescência razoável nessas condições. Assim sendo, estes compostos podem ser transportados na bicamada lipídica de MGLs para entrega controlada de fármacos. Por fim, foram feitos estudos da interação não específica entre os magnetolipossomas e as células usando vesículos unilamelares gigantes (GUVs) como modelos de membrana celular. Neste sentido, foram realizados ensaios para avaliar a transferência de energia ressonante de Förster (FRET) entre os compostos (doadores) incorporados em magnetolipossomas e lípidos marcados com a sonda fluorescente NBD (aceitante) incorporados nos GUVs. Apesar de não ter sido possível comprovar inequivocamente a ocorrência de FRET entre os fluoróforos, a inibição de fluorescência do NBD pelas MNPs nos magnetolipossomas parece ser indicativo da interação entre os dois sistemas, possivelmente por fusão membranar. |
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