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Psicofármacos na/e PHDA em crianças e jovens: o papel dos profissionais de saúde

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A prevalência de diagnósticos de perturbação de hiperatividade e défice de atenção tem vindo a aumentar a nível mundial. Apesar de as intervenções psicoterapêuticas e socioeducativas constituírem o tratamento de primeira linha, o recurso a psicoestimulantes continua a ser uma prática corrente. O impacto a longo prazo da sua associação a outro(s) psicofármaco(s) e do seu consumo por períodos mais ou menos prolongados permanece desconhecido. Dada a influência da prática clínica dos profissionais de saúde nestas questões, o presente estudo analisa as suas perspetivas. Realizaram-se entrevistas semiestruturadas a oito médicos de diferentes especialidades e a oito psicólogos. Os participantes foram selecionados mediante os métodos de amostragem não probabilísticos de conveniência e de snowball. Os dados foram transcritos e analisados através da análise de conteúdo. Concluiu-se que a medicação parece ser o recurso interventivo mais acessível, para os comportamentos das crianças e jovens considerados problemáticos pelos agentes educativos. Às terapêuticas psicológicas é reconhecido um papel eficaz, mas continuam a existir obstáculos para uma atuação eficiente dos psicólogos.
Autores principais:Miranda, Maria João Rodrigues
Assunto:PHDA Crianças e adolescentes Medicação Médicos Psicólogos ADHD Children and adolescents Medication Doctors Psychologists
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A prevalência de diagnósticos de perturbação de hiperatividade e défice de atenção tem vindo a aumentar a nível mundial. Apesar de as intervenções psicoterapêuticas e socioeducativas constituírem o tratamento de primeira linha, o recurso a psicoestimulantes continua a ser uma prática corrente. O impacto a longo prazo da sua associação a outro(s) psicofármaco(s) e do seu consumo por períodos mais ou menos prolongados permanece desconhecido. Dada a influência da prática clínica dos profissionais de saúde nestas questões, o presente estudo analisa as suas perspetivas. Realizaram-se entrevistas semiestruturadas a oito médicos de diferentes especialidades e a oito psicólogos. Os participantes foram selecionados mediante os métodos de amostragem não probabilísticos de conveniência e de snowball. Os dados foram transcritos e analisados através da análise de conteúdo. Concluiu-se que a medicação parece ser o recurso interventivo mais acessível, para os comportamentos das crianças e jovens considerados problemáticos pelos agentes educativos. Às terapêuticas psicológicas é reconhecido um papel eficaz, mas continuam a existir obstáculos para uma atuação eficiente dos psicólogos.