Publicação

Adaptive shared-control of a robotic walker to improve human-robot cooperation in gait biomechanical rehabilitation

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Sessões de reabilitação de pacientes com deficiências na marcha é importante para que a qualidade de vida dos mesmos seja recuperada. Quando auxiliadas por andarilhos robóticos inteligentes as sessões têm mostrado melhorias significativas, face aos resultados obtidos por métodos clássicos. O andarilho WALKit é um dos dispositivos mencionados e permite ser conduzido por parte do paciente enquanto um especialista supervisiona todo o processo de forma a evitar colisões e quedas. Este processo de supervisão é moroso e requer constante presença de um especialista para cada paciente. Nesta dissertação é proposto um controlador autónomo e inteligente capaz de partilhar a condução do andarilho pelo paciente e pelo supervisor evitando colisões com obstáculos. Para remover a necessidade constante do médico supervisor, um módulo de condução autónoma foi desenvolvido. O modo autónomo proposto usa um sensor Light Detection and Ranging e o algoritmo de Simultaneous Localization and Mapping (Cartographer) para obter mapas e a localização do andarilho. Seguidamente, os planeadores global e local , A* e Dynamic Window Approach respetivamente, traçam caminhos válidos para o destino, interpretáveis pelo andarilho. Usando o modo autónomo como especialista e as intenções do paciente, o controlador partilhado usa o algoritmo Proximal Policy Optimization, aprendendo o comportamento pretendido através de um processo de tentiva e erro, maximizando a recompensa recebida através de uma função pré-estabelecida. Uma rede neuronal com camadas convolucionais e lineares é capaz de inferir o risco enfrentado pelo sistema paciente-WALKit e determinar se o modo autónomo deve assumir controlo de forma a neutralizar o risco mencionado. Globalmente foram detetados erros inferiores a 38 cm no sistema de mapeamento e localização. Quer nos cenários de testagem do controlador autónomo, quer nos do controlador partilhado, nenhuma colisão foi registada garantindo em todas as tentativas a chegada ao destino escolhido. O modo autónomo, apesar de evitar obstáculos, não foi capaz de alcançar certos destinos não contemplados em ambientes de reabilitação. O modo partilhado mostrou também certas transições bruscas entre modo autónomo e intenção que podem comprometer a segurança do paciente. É necessário, como trabalho futuro, estabelecer métricas de validação objetivas e testar o controlador com pacientes de forma a corretamente estimar o desempenho.
Autores principais:Pereira, António Manuel Moreira
Assunto:Controlo compartilhado Reabilitação Andarilho inteligente Aprendizagem por reforço Navegação autônoma Shared-controller Rehabilitation Smart walker Reinforcement learning Autonomous navigation
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:inglês
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Sessões de reabilitação de pacientes com deficiências na marcha é importante para que a qualidade de vida dos mesmos seja recuperada. Quando auxiliadas por andarilhos robóticos inteligentes as sessões têm mostrado melhorias significativas, face aos resultados obtidos por métodos clássicos. O andarilho WALKit é um dos dispositivos mencionados e permite ser conduzido por parte do paciente enquanto um especialista supervisiona todo o processo de forma a evitar colisões e quedas. Este processo de supervisão é moroso e requer constante presença de um especialista para cada paciente. Nesta dissertação é proposto um controlador autónomo e inteligente capaz de partilhar a condução do andarilho pelo paciente e pelo supervisor evitando colisões com obstáculos. Para remover a necessidade constante do médico supervisor, um módulo de condução autónoma foi desenvolvido. O modo autónomo proposto usa um sensor Light Detection and Ranging e o algoritmo de Simultaneous Localization and Mapping (Cartographer) para obter mapas e a localização do andarilho. Seguidamente, os planeadores global e local , A* e Dynamic Window Approach respetivamente, traçam caminhos válidos para o destino, interpretáveis pelo andarilho. Usando o modo autónomo como especialista e as intenções do paciente, o controlador partilhado usa o algoritmo Proximal Policy Optimization, aprendendo o comportamento pretendido através de um processo de tentiva e erro, maximizando a recompensa recebida através de uma função pré-estabelecida. Uma rede neuronal com camadas convolucionais e lineares é capaz de inferir o risco enfrentado pelo sistema paciente-WALKit e determinar se o modo autónomo deve assumir controlo de forma a neutralizar o risco mencionado. Globalmente foram detetados erros inferiores a 38 cm no sistema de mapeamento e localização. Quer nos cenários de testagem do controlador autónomo, quer nos do controlador partilhado, nenhuma colisão foi registada garantindo em todas as tentativas a chegada ao destino escolhido. O modo autónomo, apesar de evitar obstáculos, não foi capaz de alcançar certos destinos não contemplados em ambientes de reabilitação. O modo partilhado mostrou também certas transições bruscas entre modo autónomo e intenção que podem comprometer a segurança do paciente. É necessário, como trabalho futuro, estabelecer métricas de validação objetivas e testar o controlador com pacientes de forma a corretamente estimar o desempenho.