Publicação
Amazonites de Valença - Norte de Portugal
| Resumo: | Na região de Valença ocorre um campo pegmatítico denominado por Campo Pegmatítico de Alto dos Teares – Taião – Felgueiras. Este formou-se durante a orogenia Varisca, no decorrer da instalação dos granitos pós-orogénicos (tardi a pós-tectónicos), subalcalinos. Os pegmatitos que constituem este campo são NYF e possuem carácter amazonítico. Apresentam uma localização cupular relativamente aos granitos parentais. A sua implantação é intra-granítica, quando estes se instalaram em faixas de descompressão horizontais resultantes da relaxação interna da cúpula, e exo-granítica, quando os pegmatitos se implantaram em ruturas paralelas à configuração da cúpula, resultado do colapso externo da mesma. O presente estudo, por análise paragenética, cromática e mineroquímica, visa um contributo científico sobre a cromatização verde nos feldspatos potássicos amazoníticos e potenciais mecanismos que processam a amazonitização. Igualmente pretende definir uma tendência de evolução dos pegmatitos do campo pegmatítico. As amazonites caracterizam-se por apresentarem cores verdes variadas, índices de triclinicidade elevados e altos teores de Pb, Sr e Rb. Por sua vez, as microclinas róseas e cor de tijolo exibem baixos teores de Pb, Sr e Rb, resultado de processos de lixiviação, próprios deste fenómeno de enrubescimento. O processo de amazonitização, metassomático, parece resultar da presença de centros cromóforos induzidos pelo ião Pb2+ que, em associação com a água de cristalização, forma os pares diméricos [PbO.(OH)]. A presença de galena em amazonite pertítica é coerente com aquele facto e indicia que a cor verde é veiculada pela presença do Pb. O fenómeno de enrubescimento, responsável pelas colorações rósea e cor de tijolo, é pós-amazonítico e está relacionado com impregnações de poalhas de hematite, designando-se, genericamente, por hematitização. Quanto à tendência de evolução dos pegmatitos, constata-se que o mais precoce é o pegmatito de Taião, seguindo-se o pegmatito de Alto dos Teares e o mais tardio é o pegmatito de Felgueiras. |
|---|---|
| Autores principais: | Ferreira, Juliana da Conceição Gomes |
| Assunto: | NYF Pegmatitos miarolíticos Amazonitização Amazonites Enrubescimento Pb Galena Miarolitic pegmatites Amazonitization Reddening |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Na região de Valença ocorre um campo pegmatítico denominado por Campo Pegmatítico de Alto dos Teares – Taião – Felgueiras. Este formou-se durante a orogenia Varisca, no decorrer da instalação dos granitos pós-orogénicos (tardi a pós-tectónicos), subalcalinos. Os pegmatitos que constituem este campo são NYF e possuem carácter amazonítico. Apresentam uma localização cupular relativamente aos granitos parentais. A sua implantação é intra-granítica, quando estes se instalaram em faixas de descompressão horizontais resultantes da relaxação interna da cúpula, e exo-granítica, quando os pegmatitos se implantaram em ruturas paralelas à configuração da cúpula, resultado do colapso externo da mesma. O presente estudo, por análise paragenética, cromática e mineroquímica, visa um contributo científico sobre a cromatização verde nos feldspatos potássicos amazoníticos e potenciais mecanismos que processam a amazonitização. Igualmente pretende definir uma tendência de evolução dos pegmatitos do campo pegmatítico. As amazonites caracterizam-se por apresentarem cores verdes variadas, índices de triclinicidade elevados e altos teores de Pb, Sr e Rb. Por sua vez, as microclinas róseas e cor de tijolo exibem baixos teores de Pb, Sr e Rb, resultado de processos de lixiviação, próprios deste fenómeno de enrubescimento. O processo de amazonitização, metassomático, parece resultar da presença de centros cromóforos induzidos pelo ião Pb2+ que, em associação com a água de cristalização, forma os pares diméricos [PbO.(OH)]. A presença de galena em amazonite pertítica é coerente com aquele facto e indicia que a cor verde é veiculada pela presença do Pb. O fenómeno de enrubescimento, responsável pelas colorações rósea e cor de tijolo, é pós-amazonítico e está relacionado com impregnações de poalhas de hematite, designando-se, genericamente, por hematitização. Quanto à tendência de evolução dos pegmatitos, constata-se que o mais precoce é o pegmatito de Taião, seguindo-se o pegmatito de Alto dos Teares e o mais tardio é o pegmatito de Felgueiras. |
|---|