Publicação
Técnicos de cardiopneumologia no serviço de urgência na prestação de cuidados aos doentes com síndrome coronário agudo
| Resumo: | Introdução: A doença arterial coronária é responsável por 4000 mortes anuais em Portugal. Para uma orientação e tratamento precoces das situações agudas, é fundamental o cumprimento dos tempos preconizados pelas orientações da Sociedade Europeia de Cardiologia, registando-se ainda atrasos que importa auditar e corrigir. Objetivos: Caracterizar doentes com enfarte agudo do miocárdio admitidos no serviço de urgência hospitalar; avaliar o impacto da presença dos Técnicos de Cardiopneumologia no cumprimento de tempos preconizados pelas orientações da Sociedade Europeia de Cardiologia. Métodos: Foram analisados os processos clínicos dos doentes admitidos no Serviço de Urgência, com enfarte agudo do miocárdio, entre 2015 e 2019, com supradesnivelamento de ST ou bloqueio completo de ramo esquerdo de novo, procedendo-se ao levantamento dos seus dados sociodemográficos, de triagem e tempos até à realização do eletrocardiograma, intervenção coronária percutânea e alta hospitalar e tendo-se analisado estes dados usando técnicas estatísticas. Resultados: Os 79 doentes estudados apresentavam uma idade média de 60,4 anos± 11,04 anos. Na presença dos técnicos, com 95% de confiança a média do tempo porta-ECG situa-se entre 1,0 e 40,5 minutos, enquanto, na sua ausência, se situa entre 49,7 e 126,6 minutos. O mesmo se passa com o tempo porta-balão: com 95% de confiança, a média deste tempo situa-se entre 88,3 e 146,9 minutos com presença de técnico e entre 168,7 e 282,7 minutos sem presença de técnico. Na presença de técnico, o atendimento aos pacientes com dor precordial (sintomatologia típica) respeitou, em média, os tempos preconizados a nível europeu, com uma média de tempo porta-ECG, na amostra analisada, de 5,1 minutos e de porta-balão de 88,6 minutos. Na sua ausência, as médias foram superiores aos tempos recomendados. Enfartes que apresentaram sintomatologia atípica resultaram em triagens menos acertadas e, consequentemente, tempos mais longos até ao electrocardiograma e diagnóstico; porém, sempre com atendimento mais precoce na presença de técnico de Cardiopneumologia. Conclusões: A presença de Técnicos de Cardiopneumologia diminuiu significativamente os tempos porta-ECG e porta-balão. Investir na integração permanente destes profissionais num serviço de urgência poderá constituir um importante vetor estratégico, promovendo uma melhoria na prestação de cuidados de saúde. |
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| Autores principais: | Castro, Filipa Andreia Silva |
| Assunto: | Enfarte agudo do miocárdio Técnico de cardiopneumologia Tempo porta-ECG Tempo porta-balão Acute myocardial infarction Cardiopneumology technician Door-EKG time Door-to-balloon time |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Introdução: A doença arterial coronária é responsável por 4000 mortes anuais em Portugal. Para uma orientação e tratamento precoces das situações agudas, é fundamental o cumprimento dos tempos preconizados pelas orientações da Sociedade Europeia de Cardiologia, registando-se ainda atrasos que importa auditar e corrigir. Objetivos: Caracterizar doentes com enfarte agudo do miocárdio admitidos no serviço de urgência hospitalar; avaliar o impacto da presença dos Técnicos de Cardiopneumologia no cumprimento de tempos preconizados pelas orientações da Sociedade Europeia de Cardiologia. Métodos: Foram analisados os processos clínicos dos doentes admitidos no Serviço de Urgência, com enfarte agudo do miocárdio, entre 2015 e 2019, com supradesnivelamento de ST ou bloqueio completo de ramo esquerdo de novo, procedendo-se ao levantamento dos seus dados sociodemográficos, de triagem e tempos até à realização do eletrocardiograma, intervenção coronária percutânea e alta hospitalar e tendo-se analisado estes dados usando técnicas estatísticas. Resultados: Os 79 doentes estudados apresentavam uma idade média de 60,4 anos± 11,04 anos. Na presença dos técnicos, com 95% de confiança a média do tempo porta-ECG situa-se entre 1,0 e 40,5 minutos, enquanto, na sua ausência, se situa entre 49,7 e 126,6 minutos. O mesmo se passa com o tempo porta-balão: com 95% de confiança, a média deste tempo situa-se entre 88,3 e 146,9 minutos com presença de técnico e entre 168,7 e 282,7 minutos sem presença de técnico. Na presença de técnico, o atendimento aos pacientes com dor precordial (sintomatologia típica) respeitou, em média, os tempos preconizados a nível europeu, com uma média de tempo porta-ECG, na amostra analisada, de 5,1 minutos e de porta-balão de 88,6 minutos. Na sua ausência, as médias foram superiores aos tempos recomendados. Enfartes que apresentaram sintomatologia atípica resultaram em triagens menos acertadas e, consequentemente, tempos mais longos até ao electrocardiograma e diagnóstico; porém, sempre com atendimento mais precoce na presença de técnico de Cardiopneumologia. Conclusões: A presença de Técnicos de Cardiopneumologia diminuiu significativamente os tempos porta-ECG e porta-balão. Investir na integração permanente destes profissionais num serviço de urgência poderá constituir um importante vetor estratégico, promovendo uma melhoria na prestação de cuidados de saúde. |
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