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Percepções de professores/as sobre as diferenças de género na educação em sexualidade em escolas portuguesas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Argumenta-se que de acordo com as percepções dos/as professores/as os/as estudantes usam ativamente o material de educação em sexualidade (ES), bem como os aspetos da vida na escola, como recursos simbólicos para construir a sua identidade de género e as suas relações de poder. Neste sentido, aplicou-se uma entrevista semiestruturada a uma amostra intencional de professores/as, que lecionam entre o 7º e o 12º anos de escolaridade e já desenvolveram projetos ou atividades de ES (N=87), para focar, entre outros aspetos, as suas percepções sobre as características de género que afetam a resposta dos/as estudantes na ES, visando conhecer as suas percepções sobre: i) diferenças de género nas reações aos temas/problemas da ES; ii) natureza das interações de género durante a ES. De acordo com o discurso da maior parte dos/as professores/as, durante a ES os rapazes tentaram demostrar a sua masculinidade mostrando-se diferentes das raparigas e distanciando-se de todos os assuntos relacionados com a sexualidade das mulheres, desvalorizando e afastando-se de tudo o que é feminino o que envolveu, por vezes, depreciar e insultar as raparigas. As alunas reagiram positivamente porque a ES mantém e apoia o seu sentido de identidade de género e o que os códigos de género prescrevem para elas. Estes resultados revelam que é essencial trabalhar na formação de professores/as a relação entre género, sexualidade e poder para ficarem capacitados para refletir criticamente sobre as reações dos/as alunos/as no sentido de promover a equidade de género.
Autores principais:Vilaça, Teresa
Assunto:Género Identidades de género Relações de poder Alunos Professores Gender Gender identities Power relationships Teachers Students Relaciones de poder Profesores Alumnos
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Argumenta-se que de acordo com as percepções dos/as professores/as os/as estudantes usam ativamente o material de educação em sexualidade (ES), bem como os aspetos da vida na escola, como recursos simbólicos para construir a sua identidade de género e as suas relações de poder. Neste sentido, aplicou-se uma entrevista semiestruturada a uma amostra intencional de professores/as, que lecionam entre o 7º e o 12º anos de escolaridade e já desenvolveram projetos ou atividades de ES (N=87), para focar, entre outros aspetos, as suas percepções sobre as características de género que afetam a resposta dos/as estudantes na ES, visando conhecer as suas percepções sobre: i) diferenças de género nas reações aos temas/problemas da ES; ii) natureza das interações de género durante a ES. De acordo com o discurso da maior parte dos/as professores/as, durante a ES os rapazes tentaram demostrar a sua masculinidade mostrando-se diferentes das raparigas e distanciando-se de todos os assuntos relacionados com a sexualidade das mulheres, desvalorizando e afastando-se de tudo o que é feminino o que envolveu, por vezes, depreciar e insultar as raparigas. As alunas reagiram positivamente porque a ES mantém e apoia o seu sentido de identidade de género e o que os códigos de género prescrevem para elas. Estes resultados revelam que é essencial trabalhar na formação de professores/as a relação entre género, sexualidade e poder para ficarem capacitados para refletir criticamente sobre as reações dos/as alunos/as no sentido de promover a equidade de género.