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A articulação entre a matemática e o estudo acompanhado : conceções e práticas de professores

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Resumo:Este estudo teve como objetivo identificar e analisar a articulação entre a disciplina de Matemática e a área curricular não disciplinar de Estudo Acompanhado (EA), quando nesta são desenvolvidas tarefas matemáticas e quando lecionadas pelo mesmo professor, procurando dar resposta às seguintes questões de investigação: (1) Como conceptualizam os professores a disciplina de Matemática e a área curricular não disciplinar de EA?; (2) Como articulam os professores as suas práticas na disciplina de Matemática e na área de EA?; e (3) Como é que os alunos perspetivam as aulas de Matemática e de Estudo Acompanhado? O estudo seguiu uma metodologia de natureza qualitativa com design de estudo de caso envolvendo quatro professoras de Matemática do 3.º ciclo do Ensino Básico. A recolha de dados realizou-se através de: (1) questionários e entrevistas às professoras; (2) entrevistas a alunos de cada professora; (3) observação não participante de aulas de Matemática e de EA lecionadas por cada professora e respetivos registos; e (4) recolha documental. As conceções sobre a Matemática manifestadas pelas professoras basearam-se em características que atribuem a esta área entre as quais a utilidade da Matemática na sociedade e a sua vertente de resolução de problemas, raciocínio, compreensão de ideias e descoberta de estratégias. As conceções manifestadas em relação ao EA oscilaram entre uma perspetiva de projetocharneira e uma perspetiva de projeto-enclave, sendo esta, em alguns casos, concomitante com a anterior. As professoras procuraram articular o trabalho desenvolvido nas aulas de Matemática com as de EA de forma complementar, dando, em EA, continuidade ao trabalho desenvolvido em Matemática com o objetivo de reforçar conteúdos. As quatro professoras trabalharam, nas aulas de Matemática, essencialmente exercícios, embora duas delas também tivessem proposto problemas aos alunos; a seleção destas tarefas foi baseada quase exclusivamente no manual escolar adotado. Em EA, duas professoras optaram claramente por exercícios e problemas mas as outras duas privilegiaram largamente os exercícios; no entanto, as fontes a que recorreram foram mais diversas do que as usadas para as aulas de Matemática, incluindo o Projeto 1001 itens e provas de avaliação externa. Para as professoras, a ausência de diversificação de tarefas na aula de Matemática resulta da falta de tempo associada ao comprimento do programa. No entanto, as professoras tinham efetivamente mais tempo para trabalhar Matemática uma vez que o EA estava associado àquela disciplina como uma estratégia do Plano da Matemática das suas escolas. Em geral, os alunos consideram o trabalho, em EA, em torno de tarefas matemáticas, como uma maisvalia para a sua aprendizagem, destacando este espaço como oportunidade de apoio e preparação para as provas de avaliação externa. O estudo proporcionou algumas avenidas para futura investigação.
Autores principais:Delgado, Maria de Fátima Duarte
Assunto:Conceções Práticas Matemática Estudo acompanhado Plano da matemática Beliefs Practices Mathematics Accompanying study Plan of mathematics
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Este estudo teve como objetivo identificar e analisar a articulação entre a disciplina de Matemática e a área curricular não disciplinar de Estudo Acompanhado (EA), quando nesta são desenvolvidas tarefas matemáticas e quando lecionadas pelo mesmo professor, procurando dar resposta às seguintes questões de investigação: (1) Como conceptualizam os professores a disciplina de Matemática e a área curricular não disciplinar de EA?; (2) Como articulam os professores as suas práticas na disciplina de Matemática e na área de EA?; e (3) Como é que os alunos perspetivam as aulas de Matemática e de Estudo Acompanhado? O estudo seguiu uma metodologia de natureza qualitativa com design de estudo de caso envolvendo quatro professoras de Matemática do 3.º ciclo do Ensino Básico. A recolha de dados realizou-se através de: (1) questionários e entrevistas às professoras; (2) entrevistas a alunos de cada professora; (3) observação não participante de aulas de Matemática e de EA lecionadas por cada professora e respetivos registos; e (4) recolha documental. As conceções sobre a Matemática manifestadas pelas professoras basearam-se em características que atribuem a esta área entre as quais a utilidade da Matemática na sociedade e a sua vertente de resolução de problemas, raciocínio, compreensão de ideias e descoberta de estratégias. As conceções manifestadas em relação ao EA oscilaram entre uma perspetiva de projetocharneira e uma perspetiva de projeto-enclave, sendo esta, em alguns casos, concomitante com a anterior. As professoras procuraram articular o trabalho desenvolvido nas aulas de Matemática com as de EA de forma complementar, dando, em EA, continuidade ao trabalho desenvolvido em Matemática com o objetivo de reforçar conteúdos. As quatro professoras trabalharam, nas aulas de Matemática, essencialmente exercícios, embora duas delas também tivessem proposto problemas aos alunos; a seleção destas tarefas foi baseada quase exclusivamente no manual escolar adotado. Em EA, duas professoras optaram claramente por exercícios e problemas mas as outras duas privilegiaram largamente os exercícios; no entanto, as fontes a que recorreram foram mais diversas do que as usadas para as aulas de Matemática, incluindo o Projeto 1001 itens e provas de avaliação externa. Para as professoras, a ausência de diversificação de tarefas na aula de Matemática resulta da falta de tempo associada ao comprimento do programa. No entanto, as professoras tinham efetivamente mais tempo para trabalhar Matemática uma vez que o EA estava associado àquela disciplina como uma estratégia do Plano da Matemática das suas escolas. Em geral, os alunos consideram o trabalho, em EA, em torno de tarefas matemáticas, como uma maisvalia para a sua aprendizagem, destacando este espaço como oportunidade de apoio e preparação para as provas de avaliação externa. O estudo proporcionou algumas avenidas para futura investigação.