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Controlo e prevenção da infeção associada aos cuidados de saúde numa unidade de cuidados intensivos
| Summary: | A Infeção Associada aos Cuidados de Saúde (IACS) é uma infeção causada pelos cuidados prestados pelos profissionais de saúde aos doentes. Nos últimos anos, em Portugal, a infeção ao nível hospitalar tem aumentado consideravelmente, sendo mais prevalente nas Unidades de Cuidados Intensivos (UCI). As IACS comprometem a qualidade dos cuidados de enfermagem e a segurança dos doentes, razão pela qual, a evidência recomenda que os profissionais de saúde devem utilizar medidas de proteção para a prevenção e controlo das IACS. Nesse sentido, realizou- se um relatório de estágio adotando a metodologia de projeto, a qual tem como objetivo a resolução ou a minimização de um problema real identificado, mediante a implementação de atividades e de estratégias. Recorreu-se à aplicação de um questionário de avaliação diagnóstica aos enfermeiros de uma Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente (UCIP) (n=30), sobre medidas de prevenção e controlo de IACS. Os resultados do questionário sugerem que 30% dos enfermeiros “não“ usam sempre luvas na prestação de cuidados ao doente ou contato com os seus pertences e 13,3% só ”às vezes” as usam, de salientar também, que, 40% dos enfermeiros referem que “às vezes” tocam com as luvas, após o contacto com um doente no computador da unidade do doente. 13,3% dos enfermeiros referem que “não” lavam sempre as mãos após o contato com o ambiente envolvente ao doente e 13,3% “às vezes”, 23,3% dos enfermeiros consideram que só é necessário o uso de luvas no contato com a unidade do doente se este estiver infetado, 20% dos enfermeiros referem que só lavam as mãos antes de prestar cuidados aos doentes “às vezes” e 6,7% reportam que “não”. De realçar ainda que, 33,3% dos enfermeiros conhecem as medidas de proteção que devem usar na prestação de cuidados a um doente com gripe A. A partir dos resultados da avaliação diagnóstica foi realizada uma atividade formativa aos enfermeiros da UCIP, com o objetivo de colmatar lacunas de conhecimentos e de os sensibilizar para a necessidade de adopção de medidas de controlo e prevenção das IACS. Os resultados deste trabalho podem contribuir para a melhoria da qualidade dos cuidados e segurança dos doentes em geral, e, em particular, dos doentes internados numa UCI, nomeadamente no que diz respeito à prevenção e controlo de IACS. |
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| Main Authors: | Rocha, Liliana Patrícia Martins da |
| Subject: | Infeções associadas aos cuidados de saúde Unidade de cuidados intensivos Prevenção e controlo de infeção Metodologia de projeto Segurança e qualidade dos cuidados Health care associated infection Intensive care unit Prevention and control of infection Work project methodology Safety and quality care Ciências Médicas::Ciências da Saúde |
| Year: | 2015 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | master thesis |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Universidade do Minho |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Summary: | A Infeção Associada aos Cuidados de Saúde (IACS) é uma infeção causada pelos cuidados prestados pelos profissionais de saúde aos doentes. Nos últimos anos, em Portugal, a infeção ao nível hospitalar tem aumentado consideravelmente, sendo mais prevalente nas Unidades de Cuidados Intensivos (UCI). As IACS comprometem a qualidade dos cuidados de enfermagem e a segurança dos doentes, razão pela qual, a evidência recomenda que os profissionais de saúde devem utilizar medidas de proteção para a prevenção e controlo das IACS. Nesse sentido, realizou- se um relatório de estágio adotando a metodologia de projeto, a qual tem como objetivo a resolução ou a minimização de um problema real identificado, mediante a implementação de atividades e de estratégias. Recorreu-se à aplicação de um questionário de avaliação diagnóstica aos enfermeiros de uma Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente (UCIP) (n=30), sobre medidas de prevenção e controlo de IACS. Os resultados do questionário sugerem que 30% dos enfermeiros “não“ usam sempre luvas na prestação de cuidados ao doente ou contato com os seus pertences e 13,3% só ”às vezes” as usam, de salientar também, que, 40% dos enfermeiros referem que “às vezes” tocam com as luvas, após o contacto com um doente no computador da unidade do doente. 13,3% dos enfermeiros referem que “não” lavam sempre as mãos após o contato com o ambiente envolvente ao doente e 13,3% “às vezes”, 23,3% dos enfermeiros consideram que só é necessário o uso de luvas no contato com a unidade do doente se este estiver infetado, 20% dos enfermeiros referem que só lavam as mãos antes de prestar cuidados aos doentes “às vezes” e 6,7% reportam que “não”. De realçar ainda que, 33,3% dos enfermeiros conhecem as medidas de proteção que devem usar na prestação de cuidados a um doente com gripe A. A partir dos resultados da avaliação diagnóstica foi realizada uma atividade formativa aos enfermeiros da UCIP, com o objetivo de colmatar lacunas de conhecimentos e de os sensibilizar para a necessidade de adopção de medidas de controlo e prevenção das IACS. Os resultados deste trabalho podem contribuir para a melhoria da qualidade dos cuidados e segurança dos doentes em geral, e, em particular, dos doentes internados numa UCI, nomeadamente no que diz respeito à prevenção e controlo de IACS. |
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