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Desenvolvimento de argamassa/betão à base de terra crua para revestimento de pisos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As várias técnicas e usos da terra estão espalhados por todo o mundo, com especial incidência nos países com clima seco ou temperado, apesar de, atualmente, o uso da terra na construção enfrentar a preferência por materiais industrializados aliados ao preconceito referente ao uso deste material, muitas vezes associado a um material pobre e de fraca resistência e durabilidade. Apesar disso, a procura de soluções sustentáveis geradas por um aumento da consciência relativamente às questões ambientais e energéticas incita um interesse na construção sustentável, nomeadamente a construção com terra, que patenteia de imensas vantagens como a facilidade de aquisição deste produto abundante e normalmente disponível localmente, a possibilidade de reutilização do material e a acessibilidade económica, a vantagem do uso deste material viabilizar um baixo impacto ambiental durante e após a construção e os benefícios a nível de conforto térmico e acústico que o uso do material, principalmente no interior, possibilita. Este estudo é essencialmente de carater experimental e o principal objetivo é desenvolver uma argamassa para pisos, com requisitos de betonilha. Deste modo, pretende-se obter uma argamassa com boa resistência mecânica e simultaneamente resistente à ação da água, para aplicação como revestimento de pisos. Para a manufatura desta argamassa foi analisada a influência dos aditivos e ligantes no estado fresco, através da consistência e abaixamento por espalhamento para atingir a trabalhabilidade fixada. No estado endurecido, as argamassas produzidas testadas às resistências mecânicas, nomeadamente na resistência à tração na flexão e compressão, e nas resistências face à ação da água no estado líquido, nomeadamente na absorção de água por capilaridade e por imersão, absorção da gota de água e na erosão acelerada por jato de água. Constatou-se que a adição de cal, comparativamente ao cimento, mostrou melhores resistências nomeadamente aos 28, 60 e 90 dias de idade. A adição de borato de sódio, para além de atuar como um antifúngico, devido ao uso do amido de batata líquido, permitiu atingir os resultados fixados para o abaixamento. A adição de fibras diminuiu a fluidez da argamassa, no entanto causou um incremento da força de ligação da mistura. De um modo geral, a argamassa mais satisfatória foi a AREF.F4 composta por solo com caulino, borato de sódio, amido de batata líquido, cal aérea viva e fibras de papel reciclado.
Autores principais:Passos, Ana Rita da Silva
Assunto:Argamassa de terra Betão de terra Construção com terra Estabilização do solo Earth mortar Earth concrete Construction with earth Soil stabilization
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:As várias técnicas e usos da terra estão espalhados por todo o mundo, com especial incidência nos países com clima seco ou temperado, apesar de, atualmente, o uso da terra na construção enfrentar a preferência por materiais industrializados aliados ao preconceito referente ao uso deste material, muitas vezes associado a um material pobre e de fraca resistência e durabilidade. Apesar disso, a procura de soluções sustentáveis geradas por um aumento da consciência relativamente às questões ambientais e energéticas incita um interesse na construção sustentável, nomeadamente a construção com terra, que patenteia de imensas vantagens como a facilidade de aquisição deste produto abundante e normalmente disponível localmente, a possibilidade de reutilização do material e a acessibilidade económica, a vantagem do uso deste material viabilizar um baixo impacto ambiental durante e após a construção e os benefícios a nível de conforto térmico e acústico que o uso do material, principalmente no interior, possibilita. Este estudo é essencialmente de carater experimental e o principal objetivo é desenvolver uma argamassa para pisos, com requisitos de betonilha. Deste modo, pretende-se obter uma argamassa com boa resistência mecânica e simultaneamente resistente à ação da água, para aplicação como revestimento de pisos. Para a manufatura desta argamassa foi analisada a influência dos aditivos e ligantes no estado fresco, através da consistência e abaixamento por espalhamento para atingir a trabalhabilidade fixada. No estado endurecido, as argamassas produzidas testadas às resistências mecânicas, nomeadamente na resistência à tração na flexão e compressão, e nas resistências face à ação da água no estado líquido, nomeadamente na absorção de água por capilaridade e por imersão, absorção da gota de água e na erosão acelerada por jato de água. Constatou-se que a adição de cal, comparativamente ao cimento, mostrou melhores resistências nomeadamente aos 28, 60 e 90 dias de idade. A adição de borato de sódio, para além de atuar como um antifúngico, devido ao uso do amido de batata líquido, permitiu atingir os resultados fixados para o abaixamento. A adição de fibras diminuiu a fluidez da argamassa, no entanto causou um incremento da força de ligação da mistura. De um modo geral, a argamassa mais satisfatória foi a AREF.F4 composta por solo com caulino, borato de sódio, amido de batata líquido, cal aérea viva e fibras de papel reciclado.