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Impacto da computorização no emprego em Portugal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O avanço tecnológico nunca foi tão rápido como hoje em dia. Porém, no passado, as máquinas e os equipamentos eram complementares à atividade humana, tendo sido introduzidas de modo a aumentar a sua produtividade. Porém, com o advento e desenvolvimento da robótica foi e é possível substituir o humano na sua atividade em grande medida. Existem vários estudos que visam encontrar o risco de automatização das ocupações em vários países, mas para o caso de Portugal a literatura é escassa. Assim sendo, o principal objetivo deste estudo é verificar o quão sensíveis são os trabalhadores perante o risco da automação, recorrendo às estimativas constantes no estudo de Frey e Osborne (2017) adaptadas ao sistema de Classificação Portuguesa da Profissões, considerando as suas características demográficas e das empresas onde trabalham, recorrendo para tal a um modelo clássico da regressão linear. Os resultados indicam que 61,30% dos empregos em Portugal têm um risco de automatização maior ou igual a 70%, analisando o impacto tecnológico direto nas ocupações. Para além disso, observando as características dos trabalhadores, verifica-se que as mulheres, jovens, empregados com habilitações literárias baixas e com rendimentos reduzidos apresentam maior exposição ao risco, assim como as pessoas que trabalham em empresas privadas e multinacionais de grandes dimensões.
Autores principais:Volozhenin, Sergey
Assunto:Computorização Emprego Evolução tecnológica Polarização do mercado de trabalho Computerization Employment Job polarization Technological evolution
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O avanço tecnológico nunca foi tão rápido como hoje em dia. Porém, no passado, as máquinas e os equipamentos eram complementares à atividade humana, tendo sido introduzidas de modo a aumentar a sua produtividade. Porém, com o advento e desenvolvimento da robótica foi e é possível substituir o humano na sua atividade em grande medida. Existem vários estudos que visam encontrar o risco de automatização das ocupações em vários países, mas para o caso de Portugal a literatura é escassa. Assim sendo, o principal objetivo deste estudo é verificar o quão sensíveis são os trabalhadores perante o risco da automação, recorrendo às estimativas constantes no estudo de Frey e Osborne (2017) adaptadas ao sistema de Classificação Portuguesa da Profissões, considerando as suas características demográficas e das empresas onde trabalham, recorrendo para tal a um modelo clássico da regressão linear. Os resultados indicam que 61,30% dos empregos em Portugal têm um risco de automatização maior ou igual a 70%, analisando o impacto tecnológico direto nas ocupações. Para além disso, observando as características dos trabalhadores, verifica-se que as mulheres, jovens, empregados com habilitações literárias baixas e com rendimentos reduzidos apresentam maior exposição ao risco, assim como as pessoas que trabalham em empresas privadas e multinacionais de grandes dimensões.