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As orientações de profissionais em mudança e os novos modelos de carreira

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Resumo:Vivemos num contexto de rápida mudança que tem afetado decisivamente as modalidades de trabalho nos últimos anos, é inequívoca a volatilidade que caracteriza as carreiras profissionais. O emprego para "toda a vida" tornou-se um conceito obsoleto que não se coaduna com a alta rotatividade de funções e a proatividade na gestão de carreira que vigoram na atualidade. Apesar disso, cada vez menos profissionais ativos com carreiras sólidas procuram outras oportunidades de emprego, ficando isso a dever-se, talvez, à falta de oportunidades no mercado de trabalho e à austeridade económica sentida nos últimos anos. Por outro lado, num estudo intitulado State of the Global Workplace: Employee Engagement Insights for Business Leaders Worldwide, conduzido pela Gallup em 2003 mostram que 65% dos portugueses estão desmotivados no seu trabalho e não se sentem envolvidos com o mesmo e que apenas 19% sentem o contrário. Não obstante, há aqueles que nestes cenários continuam a arriscar e a procurar o desafio, o crescimento profissional, colocando em causa a sua atual situação, independentemente de todas as contingências. Há, também, aqueles que, não se revendo com o seu desafio atual, optam pela saída da organização onde estão procuràndo um desafio que corresponda às suas necessidades. São estes dois perfis de profissionais mais ambiciosos que constituirão a nossa população de estudo, pretendemos estudá-los e perceber aprofundadamente as razões de continuarem a arriscar uma mudança de percurso profissional, quando a maioria não o faz. O objetivo central desta dissertação é assim compreender quais as orientações de carreira detidas por parte de profissionais bem estabelecidos na sua área de trabalho, mas que optam por uma mudança profissional, assim como perceber como definem estes o seu sucesso de carreira. A moldura teórica deste estudo centra-se na gestão individual de carreira e nos significados atribuídos ao sucesso percebido de carreira. Nesta dissertação, optámos por um posicionamento metodológico quantitativo com a aplicação de um inquérito por questionário (survey) e consequente tratamento estatístico com recurso ao SPSS. A amostra do estudo corresponde a 220 profissionais altamente qualificados e que se encontravam à procura de um novo emprego por não se identificarem com o seu projeto profissional anterior. Os resultados revelam que estamos perante uma amostra de pessoas que possuem uma elevada orientação para a procura de alternativas de emprego, assim como o fazem sempre que se auto-percecionam como mais bem-sucedidos na sua função. Como principal contributo, este estudo aumenta o conhecimento do candidato a um novo emprego e faculta uma compreensão mais globalizada da sua motivação, o que possibilita aos técnicos, que diariamente recrutam, a tomada de decisões mais conscientes na contratação. De notar que as preferências pela mobilidade de carreira, por parte de profissionais bem estabelecidos na sua área de trabalho, tem sido muito pouco estudada até agora no contexto nacional.
Autores principais:Andrade, Márcia Patrícia Ribeiro de
Assunto:Carreira Carreira proteana Carreira sem fronteiras Sucesso de carreira Career Protean career Boundaryless career Career success
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Vivemos num contexto de rápida mudança que tem afetado decisivamente as modalidades de trabalho nos últimos anos, é inequívoca a volatilidade que caracteriza as carreiras profissionais. O emprego para "toda a vida" tornou-se um conceito obsoleto que não se coaduna com a alta rotatividade de funções e a proatividade na gestão de carreira que vigoram na atualidade. Apesar disso, cada vez menos profissionais ativos com carreiras sólidas procuram outras oportunidades de emprego, ficando isso a dever-se, talvez, à falta de oportunidades no mercado de trabalho e à austeridade económica sentida nos últimos anos. Por outro lado, num estudo intitulado State of the Global Workplace: Employee Engagement Insights for Business Leaders Worldwide, conduzido pela Gallup em 2003 mostram que 65% dos portugueses estão desmotivados no seu trabalho e não se sentem envolvidos com o mesmo e que apenas 19% sentem o contrário. Não obstante, há aqueles que nestes cenários continuam a arriscar e a procurar o desafio, o crescimento profissional, colocando em causa a sua atual situação, independentemente de todas as contingências. Há, também, aqueles que, não se revendo com o seu desafio atual, optam pela saída da organização onde estão procuràndo um desafio que corresponda às suas necessidades. São estes dois perfis de profissionais mais ambiciosos que constituirão a nossa população de estudo, pretendemos estudá-los e perceber aprofundadamente as razões de continuarem a arriscar uma mudança de percurso profissional, quando a maioria não o faz. O objetivo central desta dissertação é assim compreender quais as orientações de carreira detidas por parte de profissionais bem estabelecidos na sua área de trabalho, mas que optam por uma mudança profissional, assim como perceber como definem estes o seu sucesso de carreira. A moldura teórica deste estudo centra-se na gestão individual de carreira e nos significados atribuídos ao sucesso percebido de carreira. Nesta dissertação, optámos por um posicionamento metodológico quantitativo com a aplicação de um inquérito por questionário (survey) e consequente tratamento estatístico com recurso ao SPSS. A amostra do estudo corresponde a 220 profissionais altamente qualificados e que se encontravam à procura de um novo emprego por não se identificarem com o seu projeto profissional anterior. Os resultados revelam que estamos perante uma amostra de pessoas que possuem uma elevada orientação para a procura de alternativas de emprego, assim como o fazem sempre que se auto-percecionam como mais bem-sucedidos na sua função. Como principal contributo, este estudo aumenta o conhecimento do candidato a um novo emprego e faculta uma compreensão mais globalizada da sua motivação, o que possibilita aos técnicos, que diariamente recrutam, a tomada de decisões mais conscientes na contratação. De notar que as preferências pela mobilidade de carreira, por parte de profissionais bem estabelecidos na sua área de trabalho, tem sido muito pouco estudada até agora no contexto nacional.