Publicação

Ser formador: contributos para a afirmação de uma profissão

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A conceção sobre a profissão de formador tem-se vindo a alterar, sobretudo com a implementação de novos programas de índole formativa; este profissional é hoje encarado como um facilitador de aprendizagens, que estabelece uma relação pedagógica com o formando de maneira a favorecer a aquisição de conhecimentos. Uma das questões de partida deste estudo procura saber se ser formador pode ser definido ou não como uma profissão. Dubar diz-nos que, “por um lado, as profissões formam comunidades reunidas à volta dos mesmos valores e da mesma “ética de serviço”, por outro, o seu estatuto profissional é validado por um saber “científico” e não apenas prático” (1997, p.131). Em Portugal várias alterações têm surgido a nível político, social e económico que têm afetado o exercício profissional dos formadores, uma vez que têm enfrentado dificuldades de reconhecimento e de estabilidade profissional. O objetivo da investigação é perceber o que leva um indivíduo a querer ser formador; quais os requisitos exigidos ao formador para que o seu trabalho seja considerado uma “profissão”; as competências essenciais para o bom desempenho do formador; e averiguar o perfil e a identidade profissional do formador. Para tal, apostamos numa metodologia qualitativa e quantitativa, inserida num paradigma interpretativo. Foram realizados 16 inquéritos por questionário aos formadores e uma entrevista à diretora e responsável da formação. As principais ilações retiradas são, primeiramente, que a maioria dos formadores encara esta “profissão” como complemento à sua atividade profissional principal. E o motivo primordial que os levou a entrar por esta via foi a partilha de experiências que enriquecem o desenvolvimento pessoal, social e profissional. Apresentam como principal expetativa para o futuro a procura de outras oportunidades de emprego. E as competências que mais privilegiam são a organização e a honestidade. Julgamos que é um trabalho de investigação/intervenção relevante devido às complexidades que estes profissionais ultrapassam na sociedade que cada vez mais é de mudança e precariedade.
Autores principais:Almeida, Suéli Gaspar de
Assunto:Formação Formadores Profissão Competências Identidades profissionais Formation Formateurs Profession Compétences Identités professionnelles
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A conceção sobre a profissão de formador tem-se vindo a alterar, sobretudo com a implementação de novos programas de índole formativa; este profissional é hoje encarado como um facilitador de aprendizagens, que estabelece uma relação pedagógica com o formando de maneira a favorecer a aquisição de conhecimentos. Uma das questões de partida deste estudo procura saber se ser formador pode ser definido ou não como uma profissão. Dubar diz-nos que, “por um lado, as profissões formam comunidades reunidas à volta dos mesmos valores e da mesma “ética de serviço”, por outro, o seu estatuto profissional é validado por um saber “científico” e não apenas prático” (1997, p.131). Em Portugal várias alterações têm surgido a nível político, social e económico que têm afetado o exercício profissional dos formadores, uma vez que têm enfrentado dificuldades de reconhecimento e de estabilidade profissional. O objetivo da investigação é perceber o que leva um indivíduo a querer ser formador; quais os requisitos exigidos ao formador para que o seu trabalho seja considerado uma “profissão”; as competências essenciais para o bom desempenho do formador; e averiguar o perfil e a identidade profissional do formador. Para tal, apostamos numa metodologia qualitativa e quantitativa, inserida num paradigma interpretativo. Foram realizados 16 inquéritos por questionário aos formadores e uma entrevista à diretora e responsável da formação. As principais ilações retiradas são, primeiramente, que a maioria dos formadores encara esta “profissão” como complemento à sua atividade profissional principal. E o motivo primordial que os levou a entrar por esta via foi a partilha de experiências que enriquecem o desenvolvimento pessoal, social e profissional. Apresentam como principal expetativa para o futuro a procura de outras oportunidades de emprego. E as competências que mais privilegiam são a organização e a honestidade. Julgamos que é um trabalho de investigação/intervenção relevante devido às complexidades que estes profissionais ultrapassam na sociedade que cada vez mais é de mudança e precariedade.