Publicação
Caracterização de resistências antimicrobianas provenientes de reservatórios ambientais : estudo de mecanismos de resistência aos beta-lactâmicos em Gram-negativos
| Resumo: | O aparecimento e disseminação de Resistências Antimicrobianas (AMR, antimicrobial resistance) em bactérias patogénicas/zoonóticas tem sido classificado como uma das maiores ameaças para a saúde pública. A presença de bactérias com AMR tem sido cada vez mais detectada em instalações de produção animal , em solos e águas residuais, nas águas de esgotos urbanos e áreas agrícolas contaminadas com pesticidas. Durante as últimas décadas, os esforços para o combate aos microrganismos multi-resistentes têm-se focado, principalmente, nas bactérias Gram-positivas, no entanto, o problema continua a crescer, pois não têm sido desenvolvidos, paralelamente, antimicrobianos para combater bactérias Gram-negativas. Neste trabalho pretendeu-se fazer o isolamento de bactérias Gram-negativas provenientes de amostras ambientais, com recolhas em locais urbanos e outras em zonas mais rurais, de produção de animais. Assim fez-se uma selecção dos microrganismos mais resistentes, determinando-se a sua CMI a diferentes betalactâmicos, incluindo cefalosporinas de 2ª e 3ª geração, tendo sido feita por ultimo a avaliação da presença ou ausência de genes associados à resistência a esta classe de antibióticos (blaTEM, blaCTX-M, blaOXA, blaSHV e ampC). Após a identificação dos isolados pôde-se observar que a maioria pertencia ao género Pseudomonas spp., principalmente à espécie P. putida. A partir daqui foram escolhidos os isolados mais interessantes para o estudo, n=71, determinando-se as CMIs, revelando que estes isolados são bastante resistentes à ampicilina, amoxicilina, cefoxitina, cefotaxima e Aztreonam. Pelo contrário, revelaram uma grande sensibilidade à ceftazidima. Daqui partiu-se para a identificação da presença dos genes acima citados e verificou-se uma maior prevalência do gene ampC e blaCTX-M. Pode-se então, concluir que a P. putida é um microrganismo com um potencial impacto relevante no contexto de AMR, que demonstra veicular resistências antimicrobianas de modo quase intrínseco. Esta é uma preocupação que devemos ter em conta, visto que esta bactéria está facilmente em contacto com o Homem, sendo patogénico oportunista, assim como com outras bactérias patogénicas mais comuns em infecções. |
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| Autores principais: | Meireles, Helena Catarina Teixeira |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O aparecimento e disseminação de Resistências Antimicrobianas (AMR, antimicrobial resistance) em bactérias patogénicas/zoonóticas tem sido classificado como uma das maiores ameaças para a saúde pública. A presença de bactérias com AMR tem sido cada vez mais detectada em instalações de produção animal , em solos e águas residuais, nas águas de esgotos urbanos e áreas agrícolas contaminadas com pesticidas. Durante as últimas décadas, os esforços para o combate aos microrganismos multi-resistentes têm-se focado, principalmente, nas bactérias Gram-positivas, no entanto, o problema continua a crescer, pois não têm sido desenvolvidos, paralelamente, antimicrobianos para combater bactérias Gram-negativas. Neste trabalho pretendeu-se fazer o isolamento de bactérias Gram-negativas provenientes de amostras ambientais, com recolhas em locais urbanos e outras em zonas mais rurais, de produção de animais. Assim fez-se uma selecção dos microrganismos mais resistentes, determinando-se a sua CMI a diferentes betalactâmicos, incluindo cefalosporinas de 2ª e 3ª geração, tendo sido feita por ultimo a avaliação da presença ou ausência de genes associados à resistência a esta classe de antibióticos (blaTEM, blaCTX-M, blaOXA, blaSHV e ampC). Após a identificação dos isolados pôde-se observar que a maioria pertencia ao género Pseudomonas spp., principalmente à espécie P. putida. A partir daqui foram escolhidos os isolados mais interessantes para o estudo, n=71, determinando-se as CMIs, revelando que estes isolados são bastante resistentes à ampicilina, amoxicilina, cefoxitina, cefotaxima e Aztreonam. Pelo contrário, revelaram uma grande sensibilidade à ceftazidima. Daqui partiu-se para a identificação da presença dos genes acima citados e verificou-se uma maior prevalência do gene ampC e blaCTX-M. Pode-se então, concluir que a P. putida é um microrganismo com um potencial impacto relevante no contexto de AMR, que demonstra veicular resistências antimicrobianas de modo quase intrínseco. Esta é uma preocupação que devemos ter em conta, visto que esta bactéria está facilmente em contacto com o Homem, sendo patogénico oportunista, assim como com outras bactérias patogénicas mais comuns em infecções. |
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