Publicação
As desigualdades de rendimento nos países da OCDE: análise pré-crise e pós-crise
| Resumo: | A evolução ascendente das desigualdades de rendimento constitui uma problemática cada vez mais relevante nos tempos que correm, tendo a crise financeira de 2008 acentuado as desigualdades de rendimento na maioria dos países-membros da OCDE. O principal objetivo deste trabalho consiste em identificar os determinantes das desigualdades de rendimento, bem como analisar o impacto da crise financeira sobre estas desigualdades, testando o impacto de fatores macroeconómicos, fatores de globalização, assim como fatores de empregabilidade, corrupção, educação. O trabalho empírico incide sobre 35 países-membros da OCDE, sendo o estudo feito com base em dados em painel para o período 1995 e 2014, utilizando o artigo de Asteriou et al. (2014) como modelo de base. Os resultados sugerem que os fatores que influenciam positivamente as desigualdades de rendimento são: o crescimento económico; a globalização de comércio medida pela exportação de alta tecnologia; o progresso tecnológico; a empregabilidade na agricultura; e a corrupção. Por outro lado, os fatores que influenciam negativamente as desigualdades de rendimento são: a globalização financeira medida através do grau de abertura financeiro; a educação; e a empregabilidade na indústria. A análise do modelo em dois períodos diferentes permite verificar adicionalmente que, no período depois da crise financeira (2008-2014), o crescimento económico influencia negativamente as desigualdades de rendimento e a educação influencia positivamente as desigualdades, ao contrário do esperado. |
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| Autores principais: | Gonçalves, Débora Marlene Azevedo |
| Assunto: | Desigualdades de rendimento Estados-Membros da OCDE Crise financeira de 2008 Índice de Gini Dados em painel Income inequalities OECD countries Financial crisis Gini Index Panel data Ciências Sociais::Economia e Gestão |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A evolução ascendente das desigualdades de rendimento constitui uma problemática cada vez mais relevante nos tempos que correm, tendo a crise financeira de 2008 acentuado as desigualdades de rendimento na maioria dos países-membros da OCDE. O principal objetivo deste trabalho consiste em identificar os determinantes das desigualdades de rendimento, bem como analisar o impacto da crise financeira sobre estas desigualdades, testando o impacto de fatores macroeconómicos, fatores de globalização, assim como fatores de empregabilidade, corrupção, educação. O trabalho empírico incide sobre 35 países-membros da OCDE, sendo o estudo feito com base em dados em painel para o período 1995 e 2014, utilizando o artigo de Asteriou et al. (2014) como modelo de base. Os resultados sugerem que os fatores que influenciam positivamente as desigualdades de rendimento são: o crescimento económico; a globalização de comércio medida pela exportação de alta tecnologia; o progresso tecnológico; a empregabilidade na agricultura; e a corrupção. Por outro lado, os fatores que influenciam negativamente as desigualdades de rendimento são: a globalização financeira medida através do grau de abertura financeiro; a educação; e a empregabilidade na indústria. A análise do modelo em dois períodos diferentes permite verificar adicionalmente que, no período depois da crise financeira (2008-2014), o crescimento económico influencia negativamente as desigualdades de rendimento e a educação influencia positivamente as desigualdades, ao contrário do esperado. |
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