Publicação
A atuação da Cruz Vermelha Mato Grosso do Sul no apoio aos refugiados venezuelanos em Campo Grande
| Resumo: | Em virtude da crise humanitária na Venezuela, tem-se um fluxo venezuelano sem precedentes, sendo o Brasil um dos principais destinos para milhares de venezuelanos. Deixando seu país porque a vida ali se tornou insustentável, milhares começam uma jornada repleta de dificuldades e riscos que não cessam ao chegar ao país de destino. São inúmeros os desafios e as dificuldades que os colocam em uma situação de vulnerabilidade, fatores de risco estes que são ainda maiores no caso das crianças. Sabe-se que as crianças são o grupo geracional mais vulneráveis a riscos e violências sendo construído uma série de dispositivos legais internacionais com foco na sua proteção O presente estudo tem como foco as condições dos refugiados venezuelanos no Brasil, tendo como especial interesse as crianças ao fazer uma articulação da atuação da Cruz Vermelha aos refugiados venezuelanos na cidade de Campo Grande e o apoio prestado às crianças e às famílias. Foi feita uma pesquisa documental por meio de relatórios de organizações internacionais, legislações internacionais, bem como sobre os dados da Cruz Vermelha Mato Grosso do Sul das ações prestadas no apoio aos refugiados venezuelanos. Como referencial teórico temos a perspectiva da Sociologia da Infância que entende a criança como sujeito ativo de direitos, não como um receptáculo da cultura onde está inserida, mas com ação e poder de transformação. O foco da análise é os direitos das crianças e as suas condições de vida, entendendo que ser criança é fazer parte de uma categoria heterogênea, composta de sujeitos diversos e, portanto, há diversas formas de se viver a infância. Assim, buscamos compreender o que é ser criança na perspectiva de uma criança refugiada. Observa-se que apesar dos diversos mecanismos internacionais de proteção, o direito de participação das crianças é o que menos se encontra garantido, e que apesar dos esforços o lugar que as crianças ocupam ainda é sobretudo o da invisibilidade com um viés de proteção paternalista. |
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| Autores principais: | Arakaki, Daniela Harumi |
| Assunto: | Cruz Vermelha Direitos das crianças Refugiados Venezuelanos Children's rights Red Cross Refugee Venezuelans |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Em virtude da crise humanitária na Venezuela, tem-se um fluxo venezuelano sem precedentes, sendo o Brasil um dos principais destinos para milhares de venezuelanos. Deixando seu país porque a vida ali se tornou insustentável, milhares começam uma jornada repleta de dificuldades e riscos que não cessam ao chegar ao país de destino. São inúmeros os desafios e as dificuldades que os colocam em uma situação de vulnerabilidade, fatores de risco estes que são ainda maiores no caso das crianças. Sabe-se que as crianças são o grupo geracional mais vulneráveis a riscos e violências sendo construído uma série de dispositivos legais internacionais com foco na sua proteção O presente estudo tem como foco as condições dos refugiados venezuelanos no Brasil, tendo como especial interesse as crianças ao fazer uma articulação da atuação da Cruz Vermelha aos refugiados venezuelanos na cidade de Campo Grande e o apoio prestado às crianças e às famílias. Foi feita uma pesquisa documental por meio de relatórios de organizações internacionais, legislações internacionais, bem como sobre os dados da Cruz Vermelha Mato Grosso do Sul das ações prestadas no apoio aos refugiados venezuelanos. Como referencial teórico temos a perspectiva da Sociologia da Infância que entende a criança como sujeito ativo de direitos, não como um receptáculo da cultura onde está inserida, mas com ação e poder de transformação. O foco da análise é os direitos das crianças e as suas condições de vida, entendendo que ser criança é fazer parte de uma categoria heterogênea, composta de sujeitos diversos e, portanto, há diversas formas de se viver a infância. Assim, buscamos compreender o que é ser criança na perspectiva de uma criança refugiada. Observa-se que apesar dos diversos mecanismos internacionais de proteção, o direito de participação das crianças é o que menos se encontra garantido, e que apesar dos esforços o lugar que as crianças ocupam ainda é sobretudo o da invisibilidade com um viés de proteção paternalista. |
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