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Multiculturalidade e gestão da diversidade cultural na gestão de recursos humanos das organizações

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Esta dissertação estuda a forma como as empresas portuguesas e seus colaboradores lidam com a crescente diversidade de nacionalidades existente nas organizações. A investigação é do tipo qualitativo e de carater exploratório, sendo a recolha de dados feita através de uma técnica de amostragem não aleatória do tipo bola de neve. Deste modo, foram feitas entrevistas semiestruturadas a trabalhadores estrangeiros auto-expatriados a viver atualmente em Portugal, e de colaboradores de RH cuja empresa é caracterizada pela sua multiculturalidade. Os resultados obtidos não permitiram concluir se a maior ou menor presença de colaboradores estrangeiros na organização tem influência na existência de práticas de GRH dirigidas à sua mão de obra multicultural. Nenhuma das empresas estudadas aplicava qualquer tipo de políticas de gestão de diversidade, sendo que o desconhecimento relativamente ao significado e importância deste conceito permite compreender que estas medidas são tomadas de forma não intencional. A diversidade cultural e a inteligência cultural é vista, por todos os entrevistados, como sendo essencial para a obtenção de vantagem competitiva nas organizações onde se inserem. Todavia, a maioria das empresas não investe ativamente na aquisição e/ou desenvolvimento deste tipo de competências, nem as tem em consideração aquando da criação e implementação de processos de GRH. Não nos foi possível analisar quais são as medidas existentes nas empresas para lidar com situações de discriminação para com colaboradores estrangeiros, uma vez que os entrevistados não têm conhecimento de protocolos ou políticas existentes para solucionar tais situações. No entanto, isto não significa que não existam, efetivamente, comportamentos discriminatórios nas empresas, ou que não venham a existir no futuro.
Autores principais:Araújo, Carla Letícia Pereira
Assunto:Auto-expatriados Gestão da diversidade cultural Gestão de recursos humanos Multiculturalidade Cultural diversity management Human resource management Multiculturalism Self-expatriates Ciências Sociais::Economia e Gestão
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Esta dissertação estuda a forma como as empresas portuguesas e seus colaboradores lidam com a crescente diversidade de nacionalidades existente nas organizações. A investigação é do tipo qualitativo e de carater exploratório, sendo a recolha de dados feita através de uma técnica de amostragem não aleatória do tipo bola de neve. Deste modo, foram feitas entrevistas semiestruturadas a trabalhadores estrangeiros auto-expatriados a viver atualmente em Portugal, e de colaboradores de RH cuja empresa é caracterizada pela sua multiculturalidade. Os resultados obtidos não permitiram concluir se a maior ou menor presença de colaboradores estrangeiros na organização tem influência na existência de práticas de GRH dirigidas à sua mão de obra multicultural. Nenhuma das empresas estudadas aplicava qualquer tipo de políticas de gestão de diversidade, sendo que o desconhecimento relativamente ao significado e importância deste conceito permite compreender que estas medidas são tomadas de forma não intencional. A diversidade cultural e a inteligência cultural é vista, por todos os entrevistados, como sendo essencial para a obtenção de vantagem competitiva nas organizações onde se inserem. Todavia, a maioria das empresas não investe ativamente na aquisição e/ou desenvolvimento deste tipo de competências, nem as tem em consideração aquando da criação e implementação de processos de GRH. Não nos foi possível analisar quais são as medidas existentes nas empresas para lidar com situações de discriminação para com colaboradores estrangeiros, uma vez que os entrevistados não têm conhecimento de protocolos ou políticas existentes para solucionar tais situações. No entanto, isto não significa que não existam, efetivamente, comportamentos discriminatórios nas empresas, ou que não venham a existir no futuro.