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Preditores da aliança terapêutica em pacientes com perturbações alimentares

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A investigação em torno da aliança terapêutica (AT) nas perturbações alimentares tem sido direcionada para a sua associação com os resultados terapêuticos, o que incita à exploração de preditores de AT. Neste sentido, o presente estudo pretende clarificar o papel da AT e da mudança precoce nos resultados terapêuticos, bem como explorar os potenciais preditores da aliança terapêutica. Os participantes foram 51 indivíduos (maioritariamente do sexo feminino) com diagnóstico de uma perturbação alimentar, em tratamento especializado para perturbações alimentares (PA). Resumidamente, a AT foi um preditor significativo da mudança posterior na restrição alimentar. A mudança precoce não foi preditor de nenhum tipo de mudança posterior na patologia alimentar e, juntamente com a AT, não foram preditores significativos do estado clínico no fim do tratamento. Somente o IMC, o tempo de evolução da perturbação e a frequência dos episódios bulímicos objetivos predizem a AT. Os resultados remetem para a importância da AT nas primeiras semanas de tratamento, ao invés da mudança comportamental, nomeadamente na anorexia nervosa, bem como para a consideração de determinadas caraterísticas do paciente para o sucesso do tratamento.
Autores principais:Louro, Elsa Carvalho Ribeiro da Rocha
Assunto:Aliança terapêutica Perturbações alimentares Preditores da aliança terapêutica Therapeutic alliance Eating disorders Predictors of the therapeutic alliance
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A investigação em torno da aliança terapêutica (AT) nas perturbações alimentares tem sido direcionada para a sua associação com os resultados terapêuticos, o que incita à exploração de preditores de AT. Neste sentido, o presente estudo pretende clarificar o papel da AT e da mudança precoce nos resultados terapêuticos, bem como explorar os potenciais preditores da aliança terapêutica. Os participantes foram 51 indivíduos (maioritariamente do sexo feminino) com diagnóstico de uma perturbação alimentar, em tratamento especializado para perturbações alimentares (PA). Resumidamente, a AT foi um preditor significativo da mudança posterior na restrição alimentar. A mudança precoce não foi preditor de nenhum tipo de mudança posterior na patologia alimentar e, juntamente com a AT, não foram preditores significativos do estado clínico no fim do tratamento. Somente o IMC, o tempo de evolução da perturbação e a frequência dos episódios bulímicos objetivos predizem a AT. Os resultados remetem para a importância da AT nas primeiras semanas de tratamento, ao invés da mudança comportamental, nomeadamente na anorexia nervosa, bem como para a consideração de determinadas caraterísticas do paciente para o sucesso do tratamento.