Publicação
A infância representada no livro escolar: tipos de textos e estereótipos sociais
| Resumo: | Esta investigação inscreve-se dominantemente no âmbito dos estudos da criança e ancora a sua área específica nas questões linguísticas, assumindo os pressupostos teóricos e metodológicos da análise do discurso (de tradição francófona), considerando também contributos de áreas conexas. Analisa textos de manuais/livros escolares usados no sistema de ensino português, pretendendo tornar visíveis as imagens que estes constroem das crianças e da infância, bem como os recursos linguísticos mais relevantes associados a tal construção. Procura desvendar a representatividade das tipologias textuais nos manuais e de que forma estas contribuem para a construção das referidas imagens. Conclui que as crianças dos textos são seres sem voz e sem poder, consumidoras, mas não coprodutoras de cultura, com os textos inculcando valores conformadores da manutenção da ordem social estabelecida, sendo a forma como as tipologias textuais estão organizadas contribuidora para se alcançar esse propósito. |
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| Autores principais: | Castro, Teresa |
| Outros Autores: | Ramos, Rui Lima |
| Assunto: | Educação Análise do discurso Tipologia textual Criança Livro escolar Education Discourse analysis Text typology Child Textbook Educación Análisis del discurso Tipología textual Niño Libro escolar |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Esta investigação inscreve-se dominantemente no âmbito dos estudos da criança e ancora a sua área específica nas questões linguísticas, assumindo os pressupostos teóricos e metodológicos da análise do discurso (de tradição francófona), considerando também contributos de áreas conexas. Analisa textos de manuais/livros escolares usados no sistema de ensino português, pretendendo tornar visíveis as imagens que estes constroem das crianças e da infância, bem como os recursos linguísticos mais relevantes associados a tal construção. Procura desvendar a representatividade das tipologias textuais nos manuais e de que forma estas contribuem para a construção das referidas imagens. Conclui que as crianças dos textos são seres sem voz e sem poder, consumidoras, mas não coprodutoras de cultura, com os textos inculcando valores conformadores da manutenção da ordem social estabelecida, sendo a forma como as tipologias textuais estão organizadas contribuidora para se alcançar esse propósito. |
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