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Écfrase e Autorrepresentação em Esta noite sonhei com Brueghel, de Fernanda Botelho

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Situando-se no quadro dos estudos literários e intermediáticos, a presente dissertação tem por objetivo desenvolver uma reflexão acerca da utilização, na narrativa romanesca, do dispositivo ecfrástico – que, até aqui, tem sido analisado sobretudo no âmbito da poesia – bem como suas articulações com a autobiografia e o autorretrato literário. O corpus de partida e análise foi o romance Esta Noite Sonhei com Brueghel (1989), da autora Fernanda Botelho (1926-2007), onde procurei investigar os respetivos mecanismos ecfrásticos, os quais põem em jogo as telas do pintor renascentista flamengo Pieter Brueghel (1530-1569) que servirão à protagonista Luíza para sucessivas inflexões autorreflexivas e analíticas perante as situações de seu dia a dia. Em termos metodológicos, a investigação parte do conceito de écfrase aplicado à narrativa literária, analisando a sua rentabilidade nos processos de autorrepresentação romanesca; como referências teóricas neste campo de estudos utilizei, centralmente, Heffernan (1991), Moisés (2004), Hansen (2006), Louvel (2012), Avelar (2018). No confronto do universo romanesco de Fernanda Botelho com a pintura de Brueghel e no que concerne as noções de retrato literário e autobiografia foram convocados, entre outros, estudos de Genette (1972), Beaujour (1980), Deleuze (1985), Lejeune (1996), Leonel Lopes (2002) Bonn (2007), Marcelo Oliveira (2012), Lepecki (2012).
Autores principais:Martiolli, Bruna Oliveira
Assunto:Écfrase Autorrepresentação Narrativa Fernanda Botelho Ekphrasis Self-representation Narrative
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Situando-se no quadro dos estudos literários e intermediáticos, a presente dissertação tem por objetivo desenvolver uma reflexão acerca da utilização, na narrativa romanesca, do dispositivo ecfrástico – que, até aqui, tem sido analisado sobretudo no âmbito da poesia – bem como suas articulações com a autobiografia e o autorretrato literário. O corpus de partida e análise foi o romance Esta Noite Sonhei com Brueghel (1989), da autora Fernanda Botelho (1926-2007), onde procurei investigar os respetivos mecanismos ecfrásticos, os quais põem em jogo as telas do pintor renascentista flamengo Pieter Brueghel (1530-1569) que servirão à protagonista Luíza para sucessivas inflexões autorreflexivas e analíticas perante as situações de seu dia a dia. Em termos metodológicos, a investigação parte do conceito de écfrase aplicado à narrativa literária, analisando a sua rentabilidade nos processos de autorrepresentação romanesca; como referências teóricas neste campo de estudos utilizei, centralmente, Heffernan (1991), Moisés (2004), Hansen (2006), Louvel (2012), Avelar (2018). No confronto do universo romanesco de Fernanda Botelho com a pintura de Brueghel e no que concerne as noções de retrato literário e autobiografia foram convocados, entre outros, estudos de Genette (1972), Beaujour (1980), Deleuze (1985), Lejeune (1996), Leonel Lopes (2002) Bonn (2007), Marcelo Oliveira (2012), Lepecki (2012).