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Poderá a modernidade educativa dizer-se sem Célestin Freinet? o uso da metáfora agrícola para se pensar em educação

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Pretende-se compreender no estudo agora oferecido ao leitor o modo como a modernidade educativa, através da obra pedagógica de Célestin Freinet (1896-1966), se diz, ou não, pelo uso das metáforas, particularmente com o uso da metáfora agrícola. Neste contexto, o autor do artigo, predominantemente influenciado pelos estudos de Paul Ricoeur, Daniel Hameline e de Nanine Charbonnel sobre a metáfora tentará entender o modo como a metáfora agrícola se abre, ou não, ao símbolo e, em última instancia, questionar-se sobre a natureza desse mesmo símbolo que parte da metáfora para um nível semântico de natureza mais especulativa que propriamente educacional. Nesta linha de pensamento, a obra pedagógica de Célestin Freinet será analisada, a fim de melhor ilustrar não só o uso massivo da metáfora agrícola, mas também se pretende questionar o sentido hermenêutico educacional desse mesmo uso. Um questionamento que será já uma tentativa de resposta à pergunta inicial e que se pretende, desde logo, aberta e incitadora já de novas questões, mesmo que estas gerem um “conflito de interpretações” (Paul Ricoeur).
Autores principais:Araújo, Alberto Filipe
Assunto:Modernidade educativa Metáfora Metáfora hortícola Célestin Freinet Modernidad educativa Metáfora Metáfora hortícola Educative modernity Metaphor Horticultural metaphor
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Pretende-se compreender no estudo agora oferecido ao leitor o modo como a modernidade educativa, através da obra pedagógica de Célestin Freinet (1896-1966), se diz, ou não, pelo uso das metáforas, particularmente com o uso da metáfora agrícola. Neste contexto, o autor do artigo, predominantemente influenciado pelos estudos de Paul Ricoeur, Daniel Hameline e de Nanine Charbonnel sobre a metáfora tentará entender o modo como a metáfora agrícola se abre, ou não, ao símbolo e, em última instancia, questionar-se sobre a natureza desse mesmo símbolo que parte da metáfora para um nível semântico de natureza mais especulativa que propriamente educacional. Nesta linha de pensamento, a obra pedagógica de Célestin Freinet será analisada, a fim de melhor ilustrar não só o uso massivo da metáfora agrícola, mas também se pretende questionar o sentido hermenêutico educacional desse mesmo uso. Um questionamento que será já uma tentativa de resposta à pergunta inicial e que se pretende, desde logo, aberta e incitadora já de novas questões, mesmo que estas gerem um “conflito de interpretações” (Paul Ricoeur).