Publicação

Estudo comparativo de qualidade de vida entre pessoas com e sem doença do humor diagnosticada

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: O método adoptado para avaliar a saúde e os cuidados de saúde tem vindo a sofrer alterações. Esta mudança prende-se essencialmente com dois factores: por um lado, o reconhecimento da importância das consequências sociais da doença e, por outro, o reconhecimento do objectivo das intervenções terapêuticas em aumentar o tempo de vida e a sua qualidade. As medidas de qualidade de vida são usadas para i) quantificar o impacto de uma condição ii) comparar os efeitos e consequências das doenças iii) avaliar alterações resultantes de intervenções terapêuticas ou do próprio curso da doença e podem ser necessárias como centrais componentes de análise custo/benefício. Neste sentido, a qualidade de vida é entendida no meio científico e académico como uma medida de resultado, a par da mortalidade e da morbilidade. As doenças mentais são responsáveis por muitos anos vividos com incapacidade, tendo um peso enorme na carga total de todas as doenças. Apenas a doença depressiva unipolar é responsável por 12,15% de anos vividos com incapacidade e constitui a terceira causa que contribui para a carga global das doenças. Tendo em conta este cenário, e atendendo às grandes mudanças de paradigma de assistência às pessoas com doença mental, a avaliação da qualidade de vida dessas pessoas revela-se da maior importância para se aprofundar o impacto da doença e se aferirem práticas. Objectivo: O presente estudo visa contribuir para uma melhor compreensão da relação entre a presença de doença do humor e a qualidade de vida de pessoas da região de Braga. Metodologia: O estudo apresentado é um estudo comparativo. A amostra é constituída por 78 sujeitos; 39 com doença de humor diagnosticada – depressão major, distimia, doença bipolar e doença depressiva sem outra especificação (1º Grupo) e 39 sem doença mental diagnosticada (2º Grupo) e ambos os grupos pertencem à região de Braga. O 1º grupo foi seleccionado de entre as pessoas inscritas na consulta externa do Hospital de Braga entre Junho de 2007 e Junho 2009, tendo sido respeitados todos os requisitos éticos e legais e o 2º grupo foi seleccionado em bola de neve e por quotas para que se respeitassem as características sociodemográficas do 1º grupo. A ambos os grupos foi aplicado e WHOQOL – Bref, contemplando campos referentes aos parâmetros sócio-demográficos seleccionados e a respeitar. Principais resultados: Quando comparados os domínios da qualidade de vida entre os dois grupos verifica-se que existem diferenças significativas. O 1º grupo apresenta em todos os domínios do WHOQOL – Bref (psicológico, físico, relações sociais e ambiente) e qualidade de vida geral scores mais baixos que os do 2º grupo. Verificou-se que os domínios mais afectados pela presença de doença do humor foram o domínio físico e o domínio psicológico. Conclusões: Os resultados reforçam estudos anteriores de que pessoas com doenças do humor apresentam pior qualidade de vida apontando, assim, para a necessidade de se instituir um acompanhamento multidimensional destas pessoas.
Autores principais:Macedo, Ermelinda
Assunto:Qualidade de vida Doenças do humor Quality of life Mood disorders
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:comunicação em conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Introdução: O método adoptado para avaliar a saúde e os cuidados de saúde tem vindo a sofrer alterações. Esta mudança prende-se essencialmente com dois factores: por um lado, o reconhecimento da importância das consequências sociais da doença e, por outro, o reconhecimento do objectivo das intervenções terapêuticas em aumentar o tempo de vida e a sua qualidade. As medidas de qualidade de vida são usadas para i) quantificar o impacto de uma condição ii) comparar os efeitos e consequências das doenças iii) avaliar alterações resultantes de intervenções terapêuticas ou do próprio curso da doença e podem ser necessárias como centrais componentes de análise custo/benefício. Neste sentido, a qualidade de vida é entendida no meio científico e académico como uma medida de resultado, a par da mortalidade e da morbilidade. As doenças mentais são responsáveis por muitos anos vividos com incapacidade, tendo um peso enorme na carga total de todas as doenças. Apenas a doença depressiva unipolar é responsável por 12,15% de anos vividos com incapacidade e constitui a terceira causa que contribui para a carga global das doenças. Tendo em conta este cenário, e atendendo às grandes mudanças de paradigma de assistência às pessoas com doença mental, a avaliação da qualidade de vida dessas pessoas revela-se da maior importância para se aprofundar o impacto da doença e se aferirem práticas. Objectivo: O presente estudo visa contribuir para uma melhor compreensão da relação entre a presença de doença do humor e a qualidade de vida de pessoas da região de Braga. Metodologia: O estudo apresentado é um estudo comparativo. A amostra é constituída por 78 sujeitos; 39 com doença de humor diagnosticada – depressão major, distimia, doença bipolar e doença depressiva sem outra especificação (1º Grupo) e 39 sem doença mental diagnosticada (2º Grupo) e ambos os grupos pertencem à região de Braga. O 1º grupo foi seleccionado de entre as pessoas inscritas na consulta externa do Hospital de Braga entre Junho de 2007 e Junho 2009, tendo sido respeitados todos os requisitos éticos e legais e o 2º grupo foi seleccionado em bola de neve e por quotas para que se respeitassem as características sociodemográficas do 1º grupo. A ambos os grupos foi aplicado e WHOQOL – Bref, contemplando campos referentes aos parâmetros sócio-demográficos seleccionados e a respeitar. Principais resultados: Quando comparados os domínios da qualidade de vida entre os dois grupos verifica-se que existem diferenças significativas. O 1º grupo apresenta em todos os domínios do WHOQOL – Bref (psicológico, físico, relações sociais e ambiente) e qualidade de vida geral scores mais baixos que os do 2º grupo. Verificou-se que os domínios mais afectados pela presença de doença do humor foram o domínio físico e o domínio psicológico. Conclusões: Os resultados reforçam estudos anteriores de que pessoas com doenças do humor apresentam pior qualidade de vida apontando, assim, para a necessidade de se instituir um acompanhamento multidimensional destas pessoas.