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O que dizer e o que fazer com os bancos públicos? Uma breve leitura guiada…

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Em 1992, em Los Ángeles, teve lugar uma “revolta” que acabou por desencadear nos desenhadores do espaço urbano a “fortaleza downtown”. Vázquez descreve que enquanto as janelas eram quebradas na área de todo o velho distrito financeiro, Bunker Hill fazia justiça ao seu nome…os corpos de segurança das grandes torres bancárias puderam impedir qualquer acesso aos seus caros imóveis. Portas de acesso à prova de bala deslizaram sobre as entradas situadas ao nível da rua, as escadas automáticas/rolantes pararam instantaneamente e as fechaduras eletrónicas bloquearam as passagens pedonais. (2004, pp. 110-111) Entendendo-se na época que as forças da ordem não eram suficientes para garantir a segurança na cidade, arquitetos, urbanistas e polícias acabaram por ceder à “ecologia do medo” (Davis, 1998) e procuraram tecer estratégias concertadas de prevenção contra ocupantes indesejados. De entre as diversas iniciativas, destacamos o desenho de bancos de autocarro semi-cilíndricos, sobre os quais ninguém conseguia dormir.
Autores principais:Pires, Helena
Outros Autores:Luderer, Cynthia
Assunto:Passeio Espaço público Bancos públicos Urbanismo
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:outro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Em 1992, em Los Ángeles, teve lugar uma “revolta” que acabou por desencadear nos desenhadores do espaço urbano a “fortaleza downtown”. Vázquez descreve que enquanto as janelas eram quebradas na área de todo o velho distrito financeiro, Bunker Hill fazia justiça ao seu nome…os corpos de segurança das grandes torres bancárias puderam impedir qualquer acesso aos seus caros imóveis. Portas de acesso à prova de bala deslizaram sobre as entradas situadas ao nível da rua, as escadas automáticas/rolantes pararam instantaneamente e as fechaduras eletrónicas bloquearam as passagens pedonais. (2004, pp. 110-111) Entendendo-se na época que as forças da ordem não eram suficientes para garantir a segurança na cidade, arquitetos, urbanistas e polícias acabaram por ceder à “ecologia do medo” (Davis, 1998) e procuraram tecer estratégias concertadas de prevenção contra ocupantes indesejados. De entre as diversas iniciativas, destacamos o desenho de bancos de autocarro semi-cilíndricos, sobre os quais ninguém conseguia dormir.