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Em busca dos significados do que é ser bebé e criança pequena em comunidades ciganas

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Resumo:Investigar o significado do que é ser bebé e criança pequena cigana, as relações que estabelecem nos contextos em que vivem, a forma como são cuidados e educados, foi o objetivo desta investigação. A partir dos aportes teóricos da Sociologia da Infância e outros referenciais teóricos das Ciências Sociais, procurámos aproximações, como forma de dialogar e compreender as complexidades de que se revestem as vidas de bebés ciganos. A investigação foi realizada através do método etnográfico, uma etnografia sensível à escuta das vozes, movimentos e lugares da unidade de pesquisa, acompanhando a vida de sete bebés e crianças pequenas ciganos. A observação participante foi a técnica de recolha de dados, com recurso à elaboração do diário de bordo descritivo e reflexivo das realidades em que imergimos. Os resultados desta pesquisa revelaram-se nos desdobramentos das relações de proximidade estabelecidas com as pessoas ciganas do contexto investigado, sobretudo, com as famílias dos bebés e crianças pequenas. A partir dos dados recolhidos foi possível construir categorias para compreender as rotinas, as questões da saúde, as relações interpessoais, e ainda, dados acerca da autonomia e das brincadeiras destes sujeitos, resultando da análise das mesmas um retrato que nos permite compreender com detalhe os significados de ser bebé e criança pequena numa comunidade cigana.
Autores principais:Cera, Fernanda Seára
Assunto:Atores sociais Bebé Criança pequena Etnia cigana Sociologia da Infância Babies Roma ethnicity Social actors Sociology of Childhood Young children
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Investigar o significado do que é ser bebé e criança pequena cigana, as relações que estabelecem nos contextos em que vivem, a forma como são cuidados e educados, foi o objetivo desta investigação. A partir dos aportes teóricos da Sociologia da Infância e outros referenciais teóricos das Ciências Sociais, procurámos aproximações, como forma de dialogar e compreender as complexidades de que se revestem as vidas de bebés ciganos. A investigação foi realizada através do método etnográfico, uma etnografia sensível à escuta das vozes, movimentos e lugares da unidade de pesquisa, acompanhando a vida de sete bebés e crianças pequenas ciganos. A observação participante foi a técnica de recolha de dados, com recurso à elaboração do diário de bordo descritivo e reflexivo das realidades em que imergimos. Os resultados desta pesquisa revelaram-se nos desdobramentos das relações de proximidade estabelecidas com as pessoas ciganas do contexto investigado, sobretudo, com as famílias dos bebés e crianças pequenas. A partir dos dados recolhidos foi possível construir categorias para compreender as rotinas, as questões da saúde, as relações interpessoais, e ainda, dados acerca da autonomia e das brincadeiras destes sujeitos, resultando da análise das mesmas um retrato que nos permite compreender com detalhe os significados de ser bebé e criança pequena numa comunidade cigana.