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Tinta delirante & outras loucuras: raízes oitocentistas do Surrealismo em Portugal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Na sequência da erosão do positivismo científico, as duas últimas décadas de oitocentos testemunham um desassossego cultural e artístico que virá a irromper e ganhar forma de expressão nas poéticas do século XX, em particular na aventura surrealista. Em Portugal, alguns autores testemunham esse intenso período de gestação da modernidade artística mostrando-se em sintonia com (e, em certos momentos, antecipando) a hora europeia. Loucura, fragmentação interior, descoberta do inconsciente, diálogo interartístico (e em especial com as artes plásticas), experimentalismo linguístico, linguagem visual, escrita pulsional são caminhos que já então se abrem e se cruzam, caminhos que o surrealismo viria mais tarde, com um atraso que não deixa de ser surpreendente, percorrer. Entre esses autores, a “tinta delirante” de Fialho d’Almeida constitui, mais do que um momento precursor, um elo de ligação tão inesperado quanto fundamental.
Autores principais:Mateus, Isabel Cristina
Assunto:Surrealismo Loucura Fialho de Almeida Diálogo interartes
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:outro
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Na sequência da erosão do positivismo científico, as duas últimas décadas de oitocentos testemunham um desassossego cultural e artístico que virá a irromper e ganhar forma de expressão nas poéticas do século XX, em particular na aventura surrealista. Em Portugal, alguns autores testemunham esse intenso período de gestação da modernidade artística mostrando-se em sintonia com (e, em certos momentos, antecipando) a hora europeia. Loucura, fragmentação interior, descoberta do inconsciente, diálogo interartístico (e em especial com as artes plásticas), experimentalismo linguístico, linguagem visual, escrita pulsional são caminhos que já então se abrem e se cruzam, caminhos que o surrealismo viria mais tarde, com um atraso que não deixa de ser surpreendente, percorrer. Entre esses autores, a “tinta delirante” de Fialho d’Almeida constitui, mais do que um momento precursor, um elo de ligação tão inesperado quanto fundamental.