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Utilização de Baited Remote Underwater Video Systems na avaliação da diversidade de peixes

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os Baited Remote Underwater Video Systems (BRUVs) são uma estratégia de monotorização que, nas últimas décadas, tem vindo a aumentar a sua viabilidade na deteção de organismos aquáticos. O sistema BRUV é um método não destrutivo que utiliza câmaras de vídeo com o propósito de filmar e gravar os espécimes que atravessam o campo de visão. Uma destas estruturas foi adaptada da literatura e utilizada na costa de Viana do Castelo (Portugal). De junho a outubro de 2018 fizeram-se 6 saídas de campo onde se mergulharam 17 vezes os BRUVs, com o propósito de comparar as comunidades piscícolas entre substratos rochosos e substratos arenosos; bem como identificar as espécies existentes neste local e qual a sua abundância, podendo assim verificar qual o desempenho desta metodologia nas águas a norte de Portugal comparativamente com os encontrados na literatura. Utilizaram-se duas estruturas com as câmaras de vídeo dispostas nas configurações de 1080p e 30 fps. Com estas configurações foi possível fazer vídeos de aproximadamente 30 minutos entre os 7,5 e os 19,5 metros de profundidade. De forma a atrair os peixes para o campo de visão, utilizou-se isco que consistiu em peixes da família Scombridae (Sarda ou cavala) cortados em pequenos pedaços com vísceras de outros peixes com valores económicos baixos. Como método de eliminar as recontagens de indivíduos, utilizou-se o MaxN (número máximo de indivíduos de uma espécie observados num só frame). Na análise videográfica das gravações foram identificados 223 indivíduos, 158 em substrato arenoso e 65 em substrato rochoso. Destes indivíduos apenas 221 foram identificados à espécie, correspondendo a 20 espécies distintas, onde aproximadamente 55% corresponde à espécie Ammodytes tobianus. Os resultados não foram suficientemente robustos para elaborar a comparação entre as comunidades nos dois tipos de substrato, mas permitiram ver quais as preferências de certas espécies por habitats. As características meteorológicas, em especial no ano de 2018, e as complicações logísticas encontradas ao longo deste trabalho levaram a que o uso desta metodologia não fosse ótima. No entanto, permitiu que fossem refletidos possíveis melhoramentos para viabilizar um sistema BRUV nas águas de Viana do Castelo.
Autores principais:Fernandes, Edgar Fortunas
Assunto:BRUVs Substrato Viana do Castelo Substrate Ciências Naturais::Ciências Biológicas
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Os Baited Remote Underwater Video Systems (BRUVs) são uma estratégia de monotorização que, nas últimas décadas, tem vindo a aumentar a sua viabilidade na deteção de organismos aquáticos. O sistema BRUV é um método não destrutivo que utiliza câmaras de vídeo com o propósito de filmar e gravar os espécimes que atravessam o campo de visão. Uma destas estruturas foi adaptada da literatura e utilizada na costa de Viana do Castelo (Portugal). De junho a outubro de 2018 fizeram-se 6 saídas de campo onde se mergulharam 17 vezes os BRUVs, com o propósito de comparar as comunidades piscícolas entre substratos rochosos e substratos arenosos; bem como identificar as espécies existentes neste local e qual a sua abundância, podendo assim verificar qual o desempenho desta metodologia nas águas a norte de Portugal comparativamente com os encontrados na literatura. Utilizaram-se duas estruturas com as câmaras de vídeo dispostas nas configurações de 1080p e 30 fps. Com estas configurações foi possível fazer vídeos de aproximadamente 30 minutos entre os 7,5 e os 19,5 metros de profundidade. De forma a atrair os peixes para o campo de visão, utilizou-se isco que consistiu em peixes da família Scombridae (Sarda ou cavala) cortados em pequenos pedaços com vísceras de outros peixes com valores económicos baixos. Como método de eliminar as recontagens de indivíduos, utilizou-se o MaxN (número máximo de indivíduos de uma espécie observados num só frame). Na análise videográfica das gravações foram identificados 223 indivíduos, 158 em substrato arenoso e 65 em substrato rochoso. Destes indivíduos apenas 221 foram identificados à espécie, correspondendo a 20 espécies distintas, onde aproximadamente 55% corresponde à espécie Ammodytes tobianus. Os resultados não foram suficientemente robustos para elaborar a comparação entre as comunidades nos dois tipos de substrato, mas permitiram ver quais as preferências de certas espécies por habitats. As características meteorológicas, em especial no ano de 2018, e as complicações logísticas encontradas ao longo deste trabalho levaram a que o uso desta metodologia não fosse ótima. No entanto, permitiu que fossem refletidos possíveis melhoramentos para viabilizar um sistema BRUV nas águas de Viana do Castelo.